O concurso anual Café Qualidade Paraná, que está sendo realizado no Estado desde 1999, vem revelando um produto competitivo e disputado no mercado. Este ano, a expectativa dos organizadores do concurso é apresentar bebidas de qualidade superior por causa do clima seco que está favorecendo a obtenção de uma safra de boa qualidade, principalmente quanto ao critério de bebida.

O certame está inserindo o Paraná no marketing dos cafés do Brasil. Por causa das várias regiões produtoras, o café brasileiro está sendo conhecido no exterior por região, daí a expressão ?cafés do Brasil?, explicou o economista Paulo Franzini, responsável pelo acompanhamento da safra do café do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento.

O concurso foi criado com o objetivo de melhorar a imagem do café paranaense. Para isso, o governo do Estado e a Câmara Setorial do Café vêm investindo em trabalhos de capacitação, de estímulo à adoção de tecnologias de colheita, secagem, armazenagem, técnicas que estão resultando num avanço de qualidade, avaliou Franzini.

O objetivo do concurso é valorizar o produto, o agricultor que se dedica com esmero à lavoura para obter um café de qualidade. Além da premiação individual, a produção regional e estadual ganham destaque no mercado, disse Franzini. Segundo o técnico, as regiões vencedoras do concurso ganham visibilidade no mercado e as torrefadoras de outros estados disputam a produção das lavouras de regiões vencedoras.

O concurso é realizado em duas etapas, a regional e a estadual. Atualmente os organizadores estão em fase de preparo das amostras e das provas de degustação regionais. Em seguida, os vencedores da etapa regional vão participar da etapa estadual, que indicará os vencedores em duas categorias para o concurso nacional, que será promovido em novembro pela Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic).

O objetivo do concurso é valorizar o produto, o produtor e a região produtora. Segundo Franzini, a qualidade do café paranaense vem melhorando a cada ano, resultado que pode ser conferido nos leilões realizados após os concursos. Os melhores classificados participam do leilão nacional e os vencedores são premiados com o remate dos lotes ofertados com um ágio, no mínimo, 30% acima do valor de mercado. Além disso, os produtores recebem outras premiações como insumos e máquinas para a lavoura.

Melhoria da qualidade

Há 16 anos, o governo do Paraná investiu no planejamento da cultura do café, que iniciou com o estimulo da técnica do plantio adensado, principalmente nas pequenas propriedades. Depois dessa fase, o governo passou a estimular a qualidade do produto. A próxima etapa será a adoção de uma terceira fase, a da certificação, adiantou Franzini.

O resultado do investimento em qualidade pode ser conferido no aparecimento de butiques e lojas especializadas em café de qualidade que a cada dia conquistam mais público, lembrou o técnico. (AEN)