Os populares empréstimos na modalidade de penhor estão, desde a semana passada, com novidades. A Caixa Econômica Federal alterou de 80% para 85% o percentual máximo de empréstimo sobre o bem avaliado, e aumentou de R$ 28 para R$ 33 o valor da Unidade Pignoratícia (UP), que é o índice utilizado para fixar o valor de um grama de ouro.

No Paraná, em janeiro, a Caixa contabilizou mais de 50 mil contratos de penhor ativos, com um valor total de R$ 25,6 milhões. Com as mudanças, o banco pretende aumentar esse valor em 20%, em 2009.

“Agora o cliente pode levar mais dinheiro da mesma joia”, afirma o gerente regional da Caixa em Curitiba, Álvaro Luiz Martins. Quem penhorar, por exemplo, uma joia que pese dez gramas de ouro receberá R$ 330, R$ 50 a mais do que o valor anterior (R$ 280).

De acordo com ele, até quem já tem joias penhoradas no banco pode se beneficiar das mudanças, desde que renove seu contrato. A operação, segundo Martins, costuma ser segura tanto para o cliente, como para o banco, já que a inadimplência não chega a 1% no Brasil.

Os prazos de contratação do penhor variam de um a 180 dias, à escolha do cliente. O limite mínimo é de R$ 50 e o máximo, de R$ 50 mil. A taxa de juros é de 2,25% ao mês.

No caso do micropenhor, destinado a quem não tem saldo médio mensal em conta corrente ou aplicação financeira acima de R$ 3 mil, a taxa é de 1,7% ao mês e o empréstimo é limitado a R$ 1 mil.

Os interessados em obter empréstimos devem apresentar documento de identidade, CPF e comprovante de residência, além do bem que servirá de base para a operação – joias em metais nobres e relógios ou canetas de alto valor e qualidade.

No ano passado, a Caixa emprestou R$ 4,9 bilhões, em um total de 8,5 milhões de operações, na modalidade. Para este ano, a expectativa é ultrapassar R$ 5,5 bilhões. Até 25 de fevereiro, o banco realizou 1,3 milhões de contratos de empréstimo de penhor, que totalizam R$ 780 milhões. Atualmente, 453 agências da Caixa – 19 em Curitiba – oferecem o empréstimo.