Arquivo / O Estado
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Mais vagas para trabalhar na
agricultura e na pecuária.

Brasília (ABr) – Cerca de 76 mil pessoas tiveram suas carteiras de trabalho assinadas em empresas agrícolas, entre janeiro e julho deste ano. O setor foi o que mais empregou no primeiro semestre deste ano, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho.

Foram nove mil empregos a mais que no mesmo período do ano anterior, destaca José Graziano da Silva, assessor especial da Presidência da República. Graziano destaca que o fenômeno foi disseminado por todo o País, com exceção de uma redução de 1,3 mil empregos na região centro-oeste sobretudo em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, fruto da seca.

?Todos os outros estados do País tiveram crescimento do emprego agropecuário com carteira assinada. Isso é a novidade. Estamos gerando mais empregos de melhor qualidade?, afirmou Graziano.

O assessor revelou que dados atuais apontam que as exportações brasileiras de produtos agropecuários superaram o patamar dos R$ 4 bilhões. ?Bate qualquer recorde histórico e tem reflexo importante no emprego. Não é só gerar emprego, é emprego de qualidade, num segmento que se caracteriza pela informalidade. Todo mundo sabe da figura do bóia-fria e inclusive muitos trabalhos acusados de similares com o trabalho escravo na agropecuária?, disse.

Segundo Graziano, para a próxima safra as previsões são otimistas. ?Ao contrário do que muitos alardeavam, que o dólar baixo desestimularia as exportações, reduziria o plantio, não é isso que está se verificando. Os agricultores mantêm a confiança no crescimento das exportações, na prioridade que o governo vem dando à agropecuária. A expectativa é que consigamos repetir no ano que vem uma safra como foi pelo menos a do ano passado?, afirmou.

A expectativa é aumentar os recursos para a agricultura familiar e para a comercial. Graziano revela que estão sendo disponibilizados para a primeira cerca de R$ 9 bilhões e, para a comercial, outros R$ 42 bilhões. ?É um volume de crédito nunca antes aportado pelo governo ao setor agropecuário. No ano passado, para a agricultura familiar foram R$ 6,2 bilhões e para a patronal foram R$ 37 bilhões. Estaríamos passando de um total de R$ 42 bilhões para R$ 51 bilhões. Quase R$ 10 bilhões a mais de créditos injetados no setor agropecuário este ano?, disse.

Segundo o assessor, é a agropecuária que está puxando o crescimento do emprego de qualidade, seguida pelo comércio, com 21 mil novos empregos este ano, e pelo setor da construção civil, com 10 mil novos empregos. Para ele, isso se deve à agropecuária comercial e aos grandes proprietários de cana-de-açúcar, soja, café, algodão, em rápida expansão nos últimos anos.

A região que apresenta maior crescimento no emprego formal em relação à última safra é a sudeste, com mais de 30 mil empregos. Além disso, a região nordeste apresentou crescimento de 13 mil empregos. ?O nordeste era uma região que vinha crescendo pouco nos últimos anos, em virtude de ser sistematicamente castigada pela seca. O crescimento do emprego na região se deve muito à recuperação das lavouras de cana e de algodão?, constatou.