Apesar de não ter recebido apoio formal do Brasil, o candidato à presidência do Banco Mundial (Bird) José Antonio Ocampo afirmou nesta quinta-feira que o País foi um dos agente mais importantes dentro da proposta de lançar candidaturas de países em desenvolvimento à direção da instituição multilateral. Ocampo teve um encontro de pouco mais de uma hora com o ministro Guido Mantega, no Ministério da Fazenda. “Eu não estaria nesse processo se não fosse pelo Brasil”, afirmou.

Ex-ministro das Finanças da Colômbia, o candidato defendeu também mudanças na forma de escolha do presidente do Banco Mundial e disse que ainda é possível que haja um candidato único do mundo em desenvolvimento até a próxima segunda-feira. Ocampo disse ter tratado com o ministro também sobre temas econômicos importantes para o Brasil, como excesso de capitais e política industrial. “Tratamos da importância que tem para o Brasil a política de regulação de capitais. Também estou convencido que o câmbio aqui seria muito mais baixo do que é”, afirmou. “E tenho muita simpatia pela política industrial do governo.”