O fim da queda nos preços da Alimentação, com destaque para o avanço na inflação das carnes bovinas, impulsionou o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), apurado no âmbito da primeira prévia de setembro do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M). Além disso, itens como passagens aéreas, planos de saúde e móveis para a residência também levaram o índice a registrar taxa maior do que no mês anterior.

O IPC subiu 0,18% na leitura anunciada nesta terça-feira, 09, ante 0,03% na primeira prévia de agosto. De acordo com a Fundação Getulio Vargas (FGV), a maior contribuição veio do grupo Alimentação (-0,23% para 0,01%). Ainda há itens em queda, como tomate (-20,01%) e batata-inglesa (-8,98%), mas a principal pressão veio das carnes bovinas, que subiram 1,14%. No mês passado, a alta havia sido de 0,92%.

Mas o movimento de aceleração no varejo foi disseminado. Sete das oito classes de despesas pesquisadas ganharam força. Além dos alimentos, apresentaram avanço mais intenso Educação, Leitura e Recreação (-0,13% para 0,37%), com a alta de 4,63% em passagens aéreas; Habitação (0,28% para 0,41%), com os móveis para residência 0,90% mais caros; Saúde e Cuidados Pessoais (0,45% para 0,47%), diante do aumento de 0,73% nos valores de planos e seguros de saúde; e Despesas Diversas (0,18% para 0,40%), com um reajuste de 3,87% em clínicas veterinárias.

Apesar de ainda em queda, apresentaram taxas menos negativas (contribuindo para a aceleração) os grupos Comunicação (-0,44% para -0,17%), com aumento de 1,69% nos pacotes de telefonia fixa; e Vestuário (-0,39% para -0,37%), diante da queda menos intensa nos preços de roupas masculinas (-0,09%). No sentido contrário, apenas o grupo Transportes desacelerou (0,07% para 0,05%), influenciado pela queda de 0,51% no item tarifa de ônibus urbano.

Construção

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) desacelerou de 0,44% para 0,12% na primeira prévia do IGP-M de setembro, informou há pouco a FGV. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços avançou 0,26%, contra taxa de 0,04% no mês anterior. O índice que representa o custo da Mão de Obra, por sua vez, ficou estável (0,00%), contra alta de 0,79% na primeira prévia de agosto.