O esforço financeiro necessário para a aquisição de um imóvel conta com vários atalhos no mercado de crédito que, via de regra, são mais dispendiosos quanto menos recursos a pessoa dispuser para dar de entrada. Quem consegue reunir entre 25% a 40% do valor amplia seu poder de barganha dentre os financiamentos e uma das opções que surgem com força é a compra de carta de crédito contemplada, também conhecida como consórcio contemplado.

Para o empresário Marcos de Oliveira esse foi o caminho mais vantajoso para adquirir um imóvel residencial. “Tanto que depois adquiri um automóvel da mesma forma”, destaca. Segundo ele, na época da compra da carta de crédito, ele dispunha de R$ 90 mil para a entrada e pretendia adquirir um imóvel no valor de R$ 280 mil. “Comparei com o financiamento bancário e notei que pagaria muito mais do que o ágio da carta de crédito. Enquanto na carta, eu teria nove anos de financiamento com parcelas de R$ 1.832, pelo banco eu começaria com uma parcela de R$ 1.300 que depois cairia até chegar a R$ 800 na última, mas seriam 25 anos de financiamento”, descreve. O ágio a qual ele se refere diz respeito a taxa de administração do consórcio e os juros da operação. Há empresas que ainda incluem um seguro de vida ou um fundo de reserva nessa modalidade.

O caso de Marcos demonstra as vantagens e desvantagens desse caminho. Ao mesmo tempo em que diminuiu o tempo de financiamento, ele passou nove anos com parcelas mais elevadas do que a oferecida pelo banco.

Trabalhando no mercado de consórcio há 25 anos, o proprietário da empresa Cota Contemplada, Renato Waleski, aponta outras vantagens nesse tipo de crédito. “Apesar do aumento das opções de crédito imobiliário, a maioria das opções são para imóveis novos e residenciais. Com a carta de crédito contemplada, a pessoa pode adquirir qualquer tipo de imóvel, desde um terreno até um espaço comercial, que são produtos que não contam com essa facilidade”, explica. Waleski explica que cada carta crédito contemplada exige de quem pretende adquiri-la uma avaliação.

“É necessário fazer contas e comparar com o mercado, já que cada carta de crédito tem uma situação específica envolvendo número de cotas já pagas e a pagar, valor de entrada e as taxas de cada empresa de consórcio”, orienta. Pelo consórcio, uma carta de crédito no valor de R$ 100 mil, com uma entrada de R$ 25 mil, exigiria uma contraparte de 190 parcelas no valor de R$ 620. Ao final do contrato, a pessoa iria desembolsar entre juros e taxa de administração em torno de R$ 42.800. É importante notar que assim como em financiamentos bancários, a carta de crédito também exige comprovação de renda do contratante e o nome não pode ter qualquer restrição cadastral.

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