Daniel Caron/O Estado
Daniel Pereira, morador de São José dos Pinhais foi o primeiro da fila no Feirão da Caixa.

O sonho da casa própria levou centenas de moradores de Curitiba e região metropolitana para a abertura do 7.º Feirão Caixa da Casa Própria, que acontece até este domingo (15), no Marumby Expocenter (Avenida Presidente Wenceslau Braz, 1046, Vila Guaíra). Antes mesmo dos portões serem abertos ao público, às 10 horas da manhã desta sexta-feira (13), a fila já era grande. “Cheguei às 6 horas. É a primeira vez que venho na feira. Vim pelo sonho da casa própria. Quero sair daqui com a escolha da minha futura casa”, afirmou o conferente Daniel Pereira, morador de São José dos Pinhais, que foi o primeiro da fila no primeiro dia de feirão.

Assim como ele, a feira vai receber muitos visitantes dispostos a fechar contrato ainda no evento ou pelo menos adiantar bastante o processo para a compra de um imóvel. A grande vantagem do Feirão da Casa Própria é reunir toda a cadeia da habitação em um único lugar. Um dos processos importantes é fazer a simulação dos financiamento para cada interessado. Funcionários da Caixa vão auxiliar os visitantes, que passarão pelos estandes já com o direcionamento sobre os valores que podem arcar. A mesma simulação pode ser feita no site www.caixa.gov.br.

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Paulo Roberto dos Santos, vice-presidente da Caixa: “Não é um bicho de sete cabeças”.

Depois disso, vem outra parte complicada: a escolha do imóvel certo. São 19 mil opções de imóveis na planta, novos e usados, de valores entre R$ 67 mil a mais de R$ 1 milhão. Quase 10 mil imóveis integram o Programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal. Construtoras e imobiliárias estão animadas e esperam os mesmos resultados de anos anteriores: sucesso nas vendas no feirão e no período pós-evento. “O feirão faz esta movimentação, que se reflete inclusive alguns meses após o evento. A pessoa que tem a vontade de comprar percebe que não é um bicho de sete cabeças”, comenta o vice-presidente da Caixa, Paulo Roberto dos Santos.

Negócios

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Movimento no evento que acontece no Marumby deve ser grande no final de semana.

No ano passado, o Feirão da Caixa Própria recebeu 36 mil visitantes e teve um volume de R$ 538,4 milhões em negócios. Fora o que foi fechado depois do encerramento do evento. A maior parte das construtoras e imobiliárias presentes neste ano participa desde a primeira edição. “O feirão é muito importante para a abragência na população como um todo, que também tem acesso a crédito a um custo baixo”, afirma Gustavo Berman, da BR Empreendimentos Imobiliários, que constrói imóveis dentro do Minha Casa, Minha Vida.

Para o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Paraná (Sinduscon-PR), Normando Baú, o feirão ajuda muito na continuidade do programa Minha Casa, Minha Vida. “É uma sinalização por parte do governo federal da sequência da política habitacional. Mesmo sendo do mesmo grupo, houve uma mudança no governo”, esclarce.

Joaquim Andrade, da Andrade Ribeiro – outro expositor no Feirão -, acredita que o aval da Caixa Econômica Federal ajuda muito a dar segurança ao possível comprador. Sobre o programa do governo federal, Andrade destaca que Curitiba já sofre com a falta de mão-de-obra e com a supervalorização dos terrenos, mesmo nos bairros periféricos da cidade.

Ricardo Batista, gerente de vendas da construtora Cyrela no Paraná, concorda sobre a importância da marca da Caixa para o bom retorno na participação de um evento como este. “É o carimbo ‘Caixa’, uma coisa muito importante no mercado imobiliário. É uma garantia”, conta. A Cyrela está com um lançamento no feirão, o Uplife Pinheirinho, com quase 600 unidades na Linha Verde. É uma das opções para quem for comprar o imóvel na planta. “Na planta, o interessado tem a condição de comprar mesmo sem ter uma poupança”, explica o gerente da Cyrela. Para comprar este imóvel, basta um sinal de R$ 2 mil e as parcelas são de R$ 500.

O diretor de vendas da Apolar Imóveis, Daniel Galiano, lembra que inicialmente o Feirão da Casa Própria tinha como foco os imóveis com valores mais acessíveis e que também estavam no programa Minha Casa, Minha Vida. Isto já mudou e a oferta atinge todos os públicos. “Vale muito a pena participar da feira por ser um dos eventos em que mais se fecha negócios. A taxa de conversão é muito grande”, considera.