Os alimentos ficaram 1,34% mais caros em Curitiba em setembro. Foi o segundo mês seguido de alta; em agosto, a cesta básica havia subido 3,83%. Com o resultado de setembro, os alimentos acumulam no ano alta de 5,14%, e nos últimos 12 meses, variação positiva de 11,53%. Os dados foram divulgados ontem pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos, regional Paraná (Dieese-PR).

Dos 13 itens da cesta básica, oito tiveram aumento, quatro queda e um permaneceu estável em Curitiba. A maior alta do preço foi da banana, que ficou 8,13% mais cara, com o quilo passando de R$ 1,59 para R$ 1,72, em média. O tomate, com aumento de 3,30%, foi o segundo item que mais subiu, seguido pela carne (2,65%). Outros produtos que ficaram mais caros em setembro foram o óleo de soja (2,13%), açúcar (1,59%), arroz (1,40%), farinha de trigo (1,35%) e leite (1,27%).

Segundo Sandro Silva, economista do Dieese-PR, a alta desses produtos está atrelada a questões climáticas, alta das commodities agrícolas internacionais e ao período de entressafra. O tomate, por exemplo, subiu em oito das 16 capitais pesquisadas pelo Dieese. A carne ficou mais cara em 13 capitais e o óleo de soja subiu em todas as 16 pesquisadas.

Na outra ponta, houve queda no preço da batata (-8,09%), do café (-5,49%), da manteiga (-1,29%) e do pão (-0,23%). Já o preço do feijão permaneceu estável: média de R$ 2,14 o quilo.

Para outubro, de acordo com Silva, a expectativa é que os preços dos alimentos continuem subindo em Curitiba. ?A variação só vai ser negativa se ocorrer queda brusca no preço da carne ou do leite?, comentou. Em setembro, a carne teve peso de 36,2% no custo da cesta básica, o pão teve peso de 15%, o tomate de 9,6%, a banana de 7,3% e o leite de 6,79%.

Entre os produtos que estão no final de safra ou na entressafra, destaque para a batata, o tomate, o óleo de soja, além do açúcar, arroz, feijão e café.

Ano

No ano (janeiro a setembro), os produtos que mais subiram em Curitiba foram batata, com alta de 56,25%, leite (45,45%) e tomate (18,99%). Por outro lado, pesaram menos no bolso do consumidor o açúcar (queda de 16,34%), a banana (-14%) e o arroz (-9,38%).

No acumulado do ano, todas as 16 capitais pesquisadas pelo Dieese apresentam alta nos preços dos alimentos, com destaque para Natal (aumento de 15,85%), Aracaju (14,20%) e Vitória (13,77%). Curitiba, com alta de 5,14%, registra a terceira menor alta do País; a menor foi registrada em Brasília (2,75%).

Produtos de higiene pesam no bolso do consumidor

Foto: Ciciro Back

Alguns itens de limpeza.

Não apenas os alimentos estão pesando no bolso do consumidor curitibano. Os produtos de higiene também ficaram mais caros no mês passado. É o que mostra a pesquisa realizada pelo Dieese-PR em parceria com a Federação dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação do Paraná (Feaconspar).

Conforme a pesquisa, itens de higiene subiram 0,82% em setembro na comparação com agosto. Os produtos que mais pesaram no índice foram bronzeador, com alta de 37,17% – passando de R$ 12,40 para R$ 17 em média – e creme para pele (2,20%). Por outro lado, o papel higiênico registrou queda de 2,73% e o sabonete de 2,38%.

Já os produtos de limpeza ficaram 0,68% mais baratos em setembro na comparação com agosto, com destaque para o sabão em barra – que registrou queda de 3,69% -, esponja de louça (-4,95%) e detergente líquido (-2,54%), apesar da alta observada na cera para assoalho (5,64%).

Desde o início do ano, tanto produtos de higiene como de limpeza subiram mais do que a inflação. Segundo pesquisa do Dieese-PR, os artigos de limpeza acumulam aumento de 3,33% e os de higiene, variação de 4,63%. A inflação medida pelo INPC (índice utilizado para o reajuste salarial) é de 3,13% no período e, pelo IPCA (usado como meta de inflação pelo governo), de 2,80%.

Com relação à variação de preços entre um estabelecimento e outro, o balde continua liderando a lista, com variação de 200% – entre R$ 1,58 e R$ 4,74 -, seguido pelo sapólio em pó (148,94%), sapólio líquido (125,34%) e sabão em barra (110,55%).