Após negociações intensas com a Comissão Europeia, o Banco Central Europeu (BCE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI), o governo do Chipre estuda um plano que reduz as receitas de um novo imposto sobre depósitos bancários para no máximo 2 bilhões de euros, disse hoje uma autoridade sênior.

Ontem, o Parlamento do Chipre rejeitou um plano inicial de levantar 5,8 bilhões de euros por meio de um imposto sobre correntistas, por considerá-lo injusto.

“O plano revisado será apresentado amanhã numa reunião emergencial de líderes partidários”, disse a autoridade. “Um imposto de 2 bilhões de euros não será difícil de digerir, desde que a troica concorde que o restante dos fundos venha de empréstimos internos”, acrescentou.

Ao ser perguntado se os 2 bilhões de euros viriam de um imposto sobre depósitos acima de 100 mil euros, o oficial preferiu “não entrar em detalhes”. Segundo ele, a troica está disposta em discutir a possibilidade de empréstimos internos, para compensar a diferença de 3,8 bilhões de euros, se for convencida da viabilidade do plano.

A troica “quer ter certeza de que a dívida cipriota será sustentável no médio e longo prazos”, explicou.

O presidente do partido governista, Averof Neophitou, disse a repórteres, após reunião com o presidente Nikos Anastasiades, que o governo tem “apenas poucas horas antes do prazo final”.

“Quero mandar uma mensagem positiva ao povo cipriota”, disse Neophitou. “Não descansaremos até encontrarmos uma solução. Não deixaremos o país declarar moratória. Temos responsabilidade com as gerações futuras.”

Ao mesmo tempo, Neophitou minimizou esperanças de que a Rússia participe de um plano de ajuda por meio de um empréstimo adicional. “Não há novidades da Rússia. Não quero criar expectativas.” As informações são da Dow Jones.