Guardados a sete chaves pelas operadoras de telefonia celular do País, os números dos prejuízos com a clonagem de celulares já incomodam as empresas do setor. Apesar de as companhias não divulgarem as cifras, estimativas de técnicos da Associação Brasileira de Roaming (ABR) dão conta de que as perdas com esse tipo de crime equivaleriam a 1% da receita anual das empresas que, de acordo com informações do site especializado teleco.com.br, atingiu R$ 27,909 bilhões.

Assim, juntas, Vivo, Claro, Oi, TIM, Telemig/Amazônia Celular e Triângulo / Sercomtel teriam registrado perdas de R$ 279 milhões apenas com a ocorrência de clonagens.

Na tentativa de amenizar o problema, as operadoras começam a investir, cada vez mais, em sistemas de antifraude, com o objetivo de detectar alterações no perfil de utilização dos clientes, visando impedir ou eliminar ocorrências de clonagem. No caso da Vivo, os investimentos superam os R$ 6 milhões. As providências, no entanto, não evitaram que a operadora fosse autuada pelo Procon de São Paulo, por falhas na prestação de serviços e cobranças indevidas. Em casos assim, as multas podem chegar a cerca de R$ 200 milhões.

A companhia, por sua vez, garante que a clonagem não acarreta prejuízos para o cliente e que, em muitos casos, o usuário é alertado antes mesmo de descobrir o problema.