O Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou a Petrobras a pegar novos empréstimos de até R$ 8 bilhões. A decisão foi tomada na reunião ordinária mensal realizada na quinta-feira (30) à noite, mas não tinha sido divulgada até esta sexta-feira (31), quando o texto da resolução que altera os limites de crédito para a estatal foi distribuída no sistema eletrônico de informações do Banco Central.

O texto da resolução não fornece detalhes sobre a medida, mas o Ministério da Fazenda informou que esclarecerá, posteriormente, a ajuda à Petrobras. Em 30 dias, essa é a segunda vez que a empresa é beneficiada com a ampliação dos limites de recursos que pode pegar emprestado do próprio governo.

Na reunião ordinária de setembro, o CMN havia autorizado que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) emprestasse até 25% do patrimônio de referência à Petrobras. A medida permitiu que a estatal contraísse até R$ 11,95 bilhões a mais em empréstimos da instituição financeira.

Antes, esse percentual valia para todo o governo federal. Ou seja, o teto englobava não apenas os empréstimos à Petrobras, mas as operações de crédito para as demais entidades do governo federal. Isso, na prática, diminuía o volume de recursos que poderia ser repassado à petrolífera.

Na época, a alegação do CMN era a de que a Petrobras precisava de mais crédito para financiar novos projetos, inclusive a exploração do petróleo na camada pré-sal.