O Paraná é líder nacional em criação de empregos industriais. O levantamento mensal feito pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) apontou que, de janeiro a agosto deste ano, foram criados no Estado cerca de 41.500 novos postos de trabalho nas indústrias paranaense, o que representou um aumento de 7,4% sobre o estoque existente. A liderança é folgada, já que o segundo colocado, a Bahia, obteve uma elevação de 2,6%. A média nacional ficou em -0,5%.
Só em agosto, em comparação como o mês anterior, o crescimento da oferta de empregos industriais do Paraná chegou a 1,6% – o que significou a criação de 6 mil novos contratos de trabalho. A média brasileira ficou em 0,03%. Já na comparação com o mesmo mês do ano passado, a elevação foi ainda maior: 11,1%, também a melhor entre todos os Estados. O segundo lugar ficou com a Bahia, com 6,7%. A média no Brasil, neste parâmetro, se manteve em 0,3%.
“São dados muito positivos, pois demonstram que, mesmo num quadro de instabilidade econômica internacional, de alta do dólar e de pré-eleição, as indústrias do Paraná continuam ampliando seus quadros de funcionários bem acima dos da média brasileira”, analisou o secretário da Indústria e Comércio, Ramiro Wahrhaftig
Salários – Junto com o aumento da oferta de emprego, o Paraná também se destacou na pesquisa da CNI no aspecto relacionado à variação dos salários nas indústrias. No mês de agosto, os vencimentos dos trabalhadores do parque industrial paranaense teve um aumento real de 2,3%, o segundo melhor índice do país. O primeiro ficou o Amazonas (10,2%) e o terceiro com a Bahia (1,2%). A média brasileira ficou em -1,2%.
Na comparação de agosto com o mesmo mês do ano anterior, o crescimento dos salários líquidos reais no Paraná foi maior ainda: 6,99%. Neste caso, o Estado só foi superado pelo Amazonas (20,95%) e por Goiás (21,37%). A média nacional nesse comparativo ficou em -0,37%. Já no acumulado do ano, o salário da indústria paranaense teve uma elevação real de 0,41%, também um dos três melhores índices do país. A média nacional decresceu 0,61%.
Segundo os indicadores da CNI e da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) houve redução de 1,01% nas vendas industriais de agosto e de 2,59% nos oito primeiros meses do ano. No entanto, segundo cálculos da Fiep, mesmo que as vendas reais das indústrias paranaenses caiam 2,9% no último quadrimestre do ano, o resultado de 2002 será igual ao obtido em 2001, tido como o melhor desde que o levantamento foi iniciado, em 1992.