O coordenador de Política Econômica da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Flávio Castelo Branco, espera redução de pelo menos dois pontos percentuais no juro básico da economia na reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) que termina hoje. A taxa está em 26% ao ano. Ele disse, porém, que mais importante do que o corte no juro é a redução dos depósitos compulsórios que os bancos têm que recolher no Banco Central.

Os recolhimentos compulsórios são limites fixados pelo Banco Central sobre os depósitos à vista, a prazo e de poupança que os bancos são obrigados a depositar no BC. Desde fevereiro, o compulsório sobre depósitos à vista está em 68% (sendo 60% sem remuneração).

O recolhimento sobre depósitos a prazo está em 23% e sobre poupança, em 30%.

Para Renato da Fonseca, coordenador de Economia Estatística da CNI, se não houver mudança nos parâmetros da economia, como uma queda no juro, a trajetória poderá ser recessiva.

Ele diz acreditar, porém, que haverá afrouxamento na política monetária, fiscal e afirma esperar a aprovação das reformas.

Segundo a Sondagem Industrial da CNI feita entre os dias 25 de junho e 15 de julho, os principais problemas apontados pelos industriais são a carga tributária elevada, falta de demanda e altas taxas de juros.

Para 55% dos executivos de grandes empresas, a carga tributária as altas taxas de juros são os fatores de maior preocupação, seguidos pela fraca demanda (45%).

Entre os pequenos e médios, os maiores problemas apontados foram carga tributária (62%), falta de demanda (49%) e juros (55%).