A Confederação Nacional da Indústria (CNI) vai propor o corte mínimo de 30% nas tarifas de importação aplicadas aos cerca de 8 mil produtos do comércio entre México e Brasil que não fazem parte de acordos já celebrados. Para os 796 itens do Acordo de Preferências Tarifárias (ACE 53), firmado entre os dois países em 2002, a CNI vai sugerir a ampliação do acesso aos mercados, com corte adicional de 20% nas alíquotas de importação.

A CNI pretende propor também que o México substitua produtos importados de outros países pelos concorrentes brasileiros, em especial os têxteis e eletroeletrônicos, e que Brasil adote o mesmo sistema em relação aos fornecedores mexicanos.

As propostas serão apresentadas na reunião do Conselho Empresarial Brasil-México como base para as negociações sobre a ampliação do ACE 53, considerado limitado pela CNI, e como alternativa à resistência mexicana em discutir acordo de livre comércio com os brasileiros. As idéias serão entregues aos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Felipe Calderón.