Com o lançamento oficial da campanha de vacinação contra a febre aftosa, hoje, na Fazenda Jacutinga, em Santo Antônio da Platina, no Norte Pioneiro, o Paraná dá o pontapé inicial à campanha, que acontece de 1.º a 20 de novembro.

A expectativa da Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento (Seab) é vacinar 100% do rebanho, formado hoje por cerca de 9,5 milhões de bovinos e bubalinos, distribuídos em aproximadamente 215 mil propriedades rurais.

O produtor tem até o dia 30 de novembro para comprovar a vacinação. Para cada animal não vacinado, ele estará sujeito à multa de R$ 81,43 e terá que vacinar posteriormente.

De acordo com Silmar Bürer, diretor do Departamento de Fiscalização e Defesa Agropecuária (Defis) da Seab, 98,64% do rebanho paraense foi vacinado na última campanha.

“É um índice extraordinário. Organismos internacionais consideram que o índice acima de 85% já é bem alto. No Paraná, trabalhamos sempre com índice de 98,5%”, apontou. Segundo Bürer, muitos produtores fazem a vacinação, mas não entregam a comprovação.

Entre os locais que requerem maior atenção dos técnicos de sanidade animal estão a peri-urbana – onde há propriedades com apenas um ou dois animais, cujos donos acham que não precisam vacinar -, comunidades indígenas, além de acampamentos e áreas invadidas.

“São áreas que requerem uma atenção especial”, comentou. Segundo Bürer, “hoje o nível de consciência sobre a importância da vacinação é muito grande”. Todos os animais devem ser vacinados, inclusive os recém-nascidos.

Cada vacina custa entre R$ 1,10 e R$ 1,40, dependendo o estabelecimento. “É importante escolher o revendedor de sua confiança. Além disso, o transporte dessa vacina deve ser feito em isopor, com gelo, e a aplicação precisa ser feita de forma correta”, orientou.

Recuperação

Depois de dois anos e meio em que o pesadelo da febre aftosa perdurou no Paraná, implicando em queda no preço e embargo às exportações, a pecuária paranaense finalmente começou a se recuperar. “Estamos preparando uma série de iniciativas para que, em 2010, a pecuária do Paraná dê um grande salto de qualidade”, apontou Bürer.

Em maio desse ano, a OIE (Organização Internacional de Sanidade Animal) devolveu ao Paraná o status de livre de aftosa com vacinação. Em setembro, o Estado teve a primeira fazenda incluída na lista das propriedades que podem exportar para a União Européia – hoje, 14 fazendas fazem parte da lista; juntas, elas têm 24,6 mil animais. Até o final do ano, afirmou Bürer, a expectativa é chegar a pelo menos 40 fazendas habilitadas.