São Paulo – O comércio entre o Brasil e os países árabes cresceu 12% em 2007 comparado ao ano anterior, com volume total de US$ 13,5 bilhões negociados, de acordo com balanço divulgado nesta quarta-feira (16), pela Câmara de Comércio Árabe?Brasileira, em São Paulo. Segundo os dados, as exportações do Brasil para as nações árabes aumentaram 5%, somando US$ 7 bilhões, e as importações chegaram a US$ 6,5 bilhões, 20,13% a mais do que no ano passado. Com isso, o Brasil fechou o ano com superávit de US$ 516,07 milhões no saldo comercial com as nações árabes.

Na avaliação do presidente da Câmara Árabe, Antônio Sarkis Júnior, o crescimento deve-se ao aumento da dedicação das empresas brasileiras aos mercados árabes a cada ano. Ele reforçou que a pauta de produtos vendidos aos países árabes aumentou de 2.099 produtos em 2006 para 2.253 itens em 2007, crescimento de 7,34%. As importações passaram de 654 produtos para 783, 19,72% a mais do que em 2006.

?O último ano poderia ter sido mais significativo. Só não foi porque o açúcar, mesmo com o volume exportado mantido, apresentou queda na receita?, disse Sarkis. Em 2007 o açúcar foi responsável por US$ 1,6 bilhão no total exportado, mas teve queda de 24% com relação a 2006. Em 2007, foram exportados 6,28 milhões de toneladas contra 6,38 milhões de toneladas em 2006.

O balanço mostra que a carne lidera as vendas para o mercado árabe, com mais de US$ 2 bilhões negociados, aumento de 26% com relação ao ano passado. Em seguida, vêm o açúcar e minérios de ferro, aeronaves e veículos.

Os setores que tiveram aumento mais expressivo na pauta foram produtos lácteos (4440%), pasta de madeira (200%) e materiais de construção (66%). Nas importações brasileiras, o petróleo e seus derivados, além dos fertilizantes foram os destaques. A compra de adubos e fertilizantes cresceu mais de 205% na pauta de produtos em 2007.

Segundo Sarkis, as previsões são as de aumentar em 10% o comércio entre brasileiros e árabes em 2008, comparado a 2007. ?Estimamos esse número já com a retomada do açúcar e o acréscimo do milho, que deve ter bastante peso [no comércio com os árabes] neste ano devido à substituição internacional de fornecedores?, explicou.

Sarkis afirmou ainda que a Câmara Árabe continuará com ações para diversificar a pauta de produtos comprados e vendidos, já que o Brasil pode ser grande fornecedor não apenas de commodities (produtos agrícolas e minerais). ?Vamos trabalhar no sentido de aumentar cada vez mais a participação dos produtos manufaturados?, disse.