As vendas do comércio varejista do Paraná cresceram acima da média nacional em junho, na comparação com o mesmo mês do ano passado, conforme a última Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Enquanto o índice do País ficou em 5,6%, a taxa paranaense foi de 6,3%. Mesmo assim, o crescimento foi o 11.º maior entre os Estados.

Por outro lado, o índice acumulado do primeiro semestre no Estado, ante o mesmo período de 2008, indica um crescimento de 4,5% – apenas 0,1 ponto percentual acima da média nacional, que ficou em 4,4% e é a menor expansão registrada desde 2003.

No acumulado dos últimos 12 meses, o comércio do Paraná vendeu 5,9% a mais que nos 12 meses imediatamente anteriores. A média nacional, nessa comparação, fechou em 6,2%.

No índice ampliado, que engloba também as vendas de materiais de construção e veículos, motocicletas, partes e peças, as médias paranaenses ficaram menores que as nacionais.

Enquanto, no País, o índice de junho ficou em 10,2% e o do primeiro semestre em 3,9%, no Paraná as taxas de crescimento fecharam em 8,2% e 2,3%, respectivamente. O comércio de materiais de construção do Estado, por exemplo, vendeu, até junho deste ano, 20,2% menos que no ano passado.

A receita nominal das vendas, no Estado, também foi menor que a média nacional, tanto em junho como primeiro semestre ainda na comparação com períodos iguais do ano passado. No Paraná, os índices ficaram, respectivamente, em 8,9% e 8,6%. Já as médias nacionais foram de 9,6% e 9,9%.

Destaque

O segmento que foi destaque no comércio do Estado no primeiro semestre, em confronto com o mesmo período de 2008, foi o de equipamentos de escritório, informática e comunicação, que teve alta de 140,7% nas vendas.

Em junho, ante junho do ano passado, o ramo teve um volume de vendas 153,8% maior. O segmento de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos também vendeu mais: 22,6% no semestre, e 26,2% em junho, também na comparação com iguais períodos de 2008.

Já o setor de hipermercados e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo que responde pela maior participação no índice geral também vendeu mais em relação ao ano passado, porém com índices discretos: em junho, as vendas cresceram 6%, enquanto no primeiro semestre o aumento foi de apenas 2,3%.

No País, o segmento teve melhor desempenho: 8,2% de crescimento em junho e 6,8% no semestre. O setor respondeu, sozinho, por 68% da alta de 5,6% nas vendas nacionais, em junho.

Fecomércio

Uma pesquisa realizada pelo Departamento Econômico da Federação do Comércio do Paraná (Fecomércio/PR), também divulgada ontem, mostra crescimento nas vendas em junho, tanto na comparação com maio (1,47%), como ante junho do ano passado (4,16%). O levantamento, no entanto, continua apontando queda no acumulado do ano. O índice, em relação ao mesmo período do ano passado, é de -0,76%.

A Fecomércio/PR informou que as concessionárias de veículos, supermercados, lojas de departamentos e livrarias e papelarias são os setores que estão gerando recuperação nas vendas. Segundo a entidade, o desempenho dos segmentos mostra que “o pior da crise de crédito já passou no Paraná”.