O comércio na internet movimentou R$ 28,8 milhões em 2013, um crescimento de 28% em relação ao ano anterior. A expectativa para 2014 é de R$ 34,6 milhões. De acordo com a E-bit, empresa especializada em informações do comércio eletrônico, a Copa do Mundo deve aquecer a venda de materiais esportivos e de televisores de grandes proporções com telas finas. Já existem consultorias especializadas para quem deseja montar uma loja online e a recente legislação própria garante mais segurança, principalmente para quem compra.

Hugo Wichert atua no atacado, tem lojas físicas e partiu para o comércio virtual em fevereiro de 2009. “Por causa da crise financeira de 2008. Eu assisti uma palestra sobre e-commerce e conheci uma pessoa que trabalhava com plataformas de lojas virtuais. Essa pessoa acabou vindo trabalhar comigo e ajudou no desenvolvimento do projeto”. Hugo explica que quando iniciou, a concorrência era muito menor e que a principal dificuldade não é montar a plataforma e sim como atrair o público. “Fomos uma das primeiras lojas do ramo, hoje grandes grupos atuam”. Uma pessoa precisa se dedicar exclusivamente às estratégias de marketing. No início três pessoas foram suficientes para manter o negócio em funcionamento, mas como já tinha estrutura do atacado, teve vantagem. Ele afirma que a falta de feedback também atrapalha. “Na loja física você interage, na internet o cliente não fala. Tem que ir na tentativa e erro. Análises são importantíssimas”.

O processo da criação da empresa é semelhante ao de uma loja física. É necessário um contador para o contrato social e auxílio na legalização. Sônia Shimoyama é consultora do Sebrae e explica que planejamento e plano de negócios são fundamentais antes de iniciar a atividade. “É o ponto de partida. São as mesmas preocupações de uma loja física. É preciso entender melhor a dinâmica e as peculiaridades.”

Acessível

Sônia destaca que o frete é um fator fundamental, que pode definir a escolha do cliente por uma loja ou outra e que o site está acessível ao mundo todo. E tem a questão do arrependimento. O consumidor tem até sete dias para devolver uma mercadoria e o transporte é por conta da loja. Outros detalhes que podem pesar são a forma de pagamento e a disponibilidade de estoque.

Um alerta da consultora é com relação às atividades exercidas. Pelo baixo número de funcionários, muitas vezes pessoas acumulam funções. “Quem pensa que vai montar o negócio e ficar de braços cruzados está enganado. Às vezes a mesma pessoa recebe o pedido, separa a mercadoria, embrulha e encaminha para o envio”. É preciso ter flexibilidade em caso de dificuldades. “Alguns donos de lojas virtuais começam no caminho errado e se encontram durante o processo. É necessário saber voltar atrás e mudar”.