A Petrobras confirmou em documento enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que o contrato de fornecimento de nafta celebrado com a Braskem, em 2009, foi objeto de análise por uma Comissão Interna de Apuração e que foram identificadas “não-conformidades”. O negócio virou alvo de investigação em março deste ano.

De acordo com a estatal, a comissão foi constituída após a empresa ter tido acesso aos termos de colaboração do doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor Paulo Roberto Costa, em delação na Operação Lava Jato.

“A Comissão Interna, baseada nos trabalhos realizados e restrita à sua competência regulamentar, identificou não-conformidades em relação aos procedimentos internos de aprovação do contrato de fornecimento de nafta petroquímica à Braskem, firmado em julho de 2009”, diz a empresa, em esclarecimento entregue à CVM.

O Jornal Nacional, da TV Globo, informou, no último sábado, que teve acesso ao relatório da investigação interna. O documento teria apontado que a companhia ficou no prejuízo no contrato com a empresa petroquímica do grupo Odebrecht em sociedade com a petroleira. Nafta é um produto essencial para fazer plástico, e é a Petrobras que vende nafta no Brasil.

A petroleira informou que adotou as medidas administrativas cabíveis e enviou o relatório final da Comissão Interna para o Ministério Público Federal (MPF) e Departamento de Polícia Federal da Superintendência Regional do Paraná, para que sejam aprofundadas as investigações.

A análise do contrato com a Braskem está sendo conduzida no contexto da Operação Lava Jato, diz a Petrobras. A petroleira informou ainda que outras providências ainda estão sob avaliação e que vem colaborando com as autoridades, fornecendo esclarecimentos e documentos.