As compras das distribuidoras de aços planos somaram um volume total de 236,6 mil toneladas em junho, o que corresponde a uma queda de 21,1% em relação ao mesmo mês do ano passado, informou o Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda) nesta terça-feira, 21. Na comparação com maio houve queda de 6,5% nas compras. O levantamento inclui chapas grossas, laminados a quente, laminados a frio, chapas zincadas a quentes, chapas eletrogalvanizadas, chapas pré-pintadas e galvalumes.

As vendas dos distribuidores, por sua vez, diminuíram 19,5% mês passado ante junho de 2014, para 258,5 mil toneladas. Sobre o mês imediatamente anterior, a queda foi de 4%.

Segundo o Inda, para julho, a expectativa da rede associada é de compras e vendas estáveis.

Os estoques tiveram queda de 2% em junho na comparação com o mês anterior, atingindo 1,055 milhão de toneladas. O giro dos estoques subiu de 4 meses em maio para 4,1 meses em junho

As importações avançaram 15,1% em junho na comparação com o mesmo mês do ano passado, para 176,5 mil toneladas. Em relação a maio, a alta foi de 0,5%.

No primeiro semestre do ano as compras atingiram 1,811 milhão de toneladas, queda de 15,1%. Já as vendas da rede no período analisado recuaram 18,6%, para 1,805 milhão de toneladas. As importações, por sua vez, ficaram em 986,9 mil toneladas, alta de 3,2%.

Projeções para 2015

O presidente do Inda, Carlos Loureiro, disse que neste ano a queda das vendas da rede de distribuição deverá ser superior a 12% na comparação com o ano passado. O executivo frisou que a entidade ainda não revisará suas estimativas, mas que os dados do setor no mês de junho e a expectativa para julho indicam uma retração maior do que a estimada.

O nível de vendas em junho em 2015 foi o pior em sete anos, mais baixo do que o registrado na crise de 2009. No primeiro semestre as vendas vieram um pouco melhores do que naquele ano, disse o executivo, mas a percepção é de que o segundo semestre será pior, fazendo com que 2015 termine com a atividade ainda mais fraca do que a vista em 2009.

Loureiro citou que a crise dá sinais de que ainda demorará para passar no setor, visto que tanto os estoques da rede de distribuição quanto dos clientes está elevado. Mês passado, por exemplo, o giro dos estoques ficou em 4,1 meses, sendo que um nível considerado normalizado é de 2,5 meses.

O executivo destacou que o setor siderúrgico no País vem sendo impactado pela fraca atividade da indústria do País, em especial da automotiva. “A rede de distribuição vem trabalhando com níveis de margens muito baixas, estamos vendo pedidos de recuperação judicial no setor, as pequenas revendas estão sofrendo muito”, disse.