Após três meses em alta, a confiança do consumidor paulistano recuou em março. O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), divulgado mensalmente pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), caiu 1,5% ante fevereiro, de 159 para 156,7 pontos. A última vez que o ICC caiu foi em novembro de 2009 (-0,7%). Em relação a março de 2009, o ICC subiu 22,2%. O índice vai de zero a 200 pontos e indica pessimismo abaixo de 100 pontos e otimismo acima desse nível.

Os analistas da Fecomercio-SP atribuem a queda em março à insegurança dos consumidores diante dos últimos reajustes de preços. Na primeira semana de março, por exemplo, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fipe registrou alta de 1,20% no grupo alimentação. “É uma oscilação natural da confiança, uma vez que ajustes mais fortes se deram recentemente”, minimizou o economista Thiago Freitas, da Fecomercio-SP. “Mas é razoável imaginar que não há espaço para grandes altas do ICC no curto prazo.”

O ICC da Fecomercio-SP é composto por dois subíndices: ICEA (Índice das Condições Econômicas Atuais) e IEC (Índice de Expectativas do Consumidor). O primeiro registrou em março queda de 1%, chegando a 157 pontos. O segmento que mais influenciou o resultado foi o de consumidores com 35 anos ou mais, que apresentou variação negativa de 1,9%. Apenas os consumidores com renda superior a 10 salários mínimos demonstraram percepções positivas em suas avaliações, atingido o patamar de 170,5 pontos, alta de 0,7%.

Em paralelo, o IEC apresentou queda de 1,9%, atingindo 155,3 pontos – o menor patamar atingido pelo índice desde setembro de 2009, quando chegou aos 149,5 pontos.

O indicador é apurado mensalmente pela Fecomercio-SP desde 1994. São ouvidos 2.100 consumidores no município de São Paulo. O objetivo da pesquisa é identificar o sentimento dos consumidores levando em conta suas condições econômicas atuais e as expectativas quanto à situação econômica futura. Os dados são segmentados por nível de renda, sexo e idade.