A confiança dos empresários brasileiros desabou no segundo trimestre, puxada principalmente pelo pessimismo com a situação atual da economia e dos negócios, e indica um Produto Interno Bruto (PIB) ainda mais debilitado no período. As avaliações de que a demanda está fraca e o ambiente é ruim fizeram com que o Índice de Confiança Empresarial (ICE) recuasse 9,4% na média de abril a junho em relação ao primeiro trimestre, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV).

Os resultados, obtidos com exclusividade pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, compilam avaliações de empresários da indústria, da construção, dos serviços e do comércio e servem como antecedente para a evolução do PIB, cujo resultado referente ao segundo trimestre será conhecido apenas no fim de agosto.

Na média do primeiro trimestre, o ICE caiu 8,6% em relação ao quarto trimestre de 2014. Economistas esperavam, em média, um recuo de 0,5% no PIB no período. O resultado divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no fim de maio, contudo, foi menos negativo do que o aguardado. A queda foi de 0,2%, mas nem por isso serviu de alento. Pelo contrário, criou o sentimento de que o pior ficaria para o segundo trimestre.

De fato, a percepção sobre o andamento dos negócios ao longo do segundo trimestre piorou muito. O Índice de Situação Atual (ISA) caiu 16,4% na média do segundo trimestre na comparação com o primeiro. O ritmo é quase quatro vezes superior à queda de 4,6% observada no período de janeiro a março em relação ao quarto trimestre do ano passado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.