Manaus (AE) – O delegado regional do Ministério da Agricultura, Rogério Vasconcelos, anunciou que o foco de febre aftosa identificado no município do Careiro da Várzea, a 29 quilômetros de Manaus, está sob controle e não existe risco de propagação do vírus para outros estados, já que o rebanho da área é todo ele usado para consumo local. Foram registrados quatro casos de contaminação do vírus tipo C em bovinos do município.

Para controlar a doença, três fazendas foram interditadas, embora em apenas uma tenha se confirmado o diagnóstico de febre aftosa em quatro bovinos. Os animais contaminados haviam sido adquiridos há quatro anos e segundo o proprietário, não eram vacinados há dois.

Entre os meses de maio e junho deste ano, o governo do Estado, em parceria com Ministério da Agricultura, realizou campanha de vacinação contra A febre aftosa, onde 87,5% do rebanho do Estado foram vacinados, índice considerado dentro da média nacional.

Entre as medidas preventivas a serem adotadas agora pelo governo do Estado está a instalação de barreiras para impedir o trânsito de animais, produtos e subprodutos da pecuária do Careiro da Várzea para outros municípios. Ontem foi baixada uma portaria determinando que os animais procedentes do município só poderão sair mediante apresentação do Guia de Trânsito Animal (GTA), que comprova que o animal é vacinado contra a febre aftosa. Brasil comunica descoberta de foco

Comunicação

O governo brasileiro já encaminhou à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE, na sigla em inglês) e ao Centro Pan-Americano de Febre Aftosa (Panaftosa), oficialmente, comunicados sobre a descoberta de um novo foco de febre aftosa no País.

O Ministério da Agricultura também resolveu comunicar todos os países vizinhos, nações e blocos econômicos com os quais o Brasil mantém intercâmbio comercial sobre o registro da doença. Trata-se de um procedimento usual. O governo brasileiro não espera grandes repercussões da notícia, já que a fazenda onde foram localizados os bovinos infectados está a 500 quilômetros de distância da atual zona livre de aftosa do País com reconhecimento internacional. Nesse local não há gado para exportação. Toda a carne é para consumo local.

Em junho, quando foi registrado o primeiro foco de aftosa de 2004 no País, os governos da Rússia e da Argentina suspenderam as importações de carnes brasileiras. Entretanto, naquele período, a doença tinha sido registrada em uma fazenda no município de Monte Alegre, no Pará, Estado que é reconhecido nacionalmente como área livre de aftosa, o que levou aos embargos.

Vacinação contra brucelose aumentou 500%

A campanha contra a brucelose, promovida pelo governo do Paraná, através da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento apresentou um aumento de quase 500% no número de bovinos vacinados. No primeiro semestre de 2003, apenas 118 mil animais foram vacinados. No mesmo período de 2004, o número chega a 520 mil animais.

“Anteriormente ao decreto do Ministério da Agricultura, os animais vacinados chegavam a 10% do rebanho. Hoje, com a obrigatoriedade, vacinamos cerca de 75% em todo Estado”, explica a chefe da seção de Brucelose e Tuberculose da SEAB, Mariza Koloda.

A brucelose é uma doença contagiosa, causada por uma bactéria que ataca, além de bovinos, as cabras, as ovelhas e os suínos. Não tem tratamento, nem cura. “O animal que tem exame positivo é devidamente marcado e abatido com inspeção de algum órgão estadual ou federal”, explica a médica veterinária.

Em consonância com a campanha, os 120 técnicos da Seab estarão participando do curso de extensão e treinamento em métodos de diagnóstico e controle da brucelose e da tuberculose e noções de EET.(doença da vaca louca), promovidos pela Universidade de Londrina e Tuiuti do Paraná.

A aprovação no curso de extensão, aliada a uma infra-estrutura, equipamentos necessários e estar em dia com o Conselho de Medicina Veterinária, é fundamental para que o técnico possa, a partir do dia 31 de dezembro de 2004, adquirir antígeno de brucelose e tuberculose. “Depois da data estipulada apenas os médicos cadastrados e que seguirem as especificações poderão realizar os exames de inspeção”, ressalta Koloda.