A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, criticou a atuação do economista Martín Redrado à frente do Banco Central e opinou que “a política monetária tem que estar consubstanciada com o Ministério de Economia”. Por isso, explicou, “vamos criar um conselho econômico para realizar uma coordenação entre a autoridade monetária e o governo, como fazem no Brasil e no Chile”.

Cristina classificou o processo de exoneração de Martín Redrado da presidência do BC como “um excesso de rituais que podem ser usados para ajudar o funcionamento ou obstruir as instituições”. Segundo ela, a liminar que suspendeu o decreto de exoneração de Redrado, no dia 7 de janeiro e, posteriormente, obrigou o Executivo a esperar o parecer da comissão parlamentar sobre o assunto, “poderia ter sido abreviado para evitar estresse e desgaste institucional”.

A presidente argumentou que desde a data mencionada até hoje, “depois de praticamente um mês, o resultado é o mesmo: a remoção, por má conduta e descumprimento dos deveres de funcionário público, de quem foi presidente do Banco Central.” Cristina também ressaltou que o Poder Executivo tem a faculdade exclusiva e própria de seu presidente para exonerar o titular da autoridade monetária. “Eu tinha direito de remover o presidente do Banco Central”, disse ela.