Trabalhadores da construção civil do Paraná ainda não chegaram a um acordo com os patrões sobre a convenção coletiva, após três rodadas de negociação. Com data-base em junho, a categoria reivindica reposição salarial pelo INPC/IBGE mais 10% de valorização do piso em Curitiba e Região Metropolitana, e a inflação mais 3,2% de produtividade no interior do Estado.

Na última mesa de negociação, na última segunda-feira, o sindicato patronal (Sinduscon/PR) dobrou a contraproposta inicial, de 3% de aumento, só que os outros 3% só vigorariam a partir de janeiro de 2003. O sindicato dos empregados (Sintracon) descartou a proposta, alegando que está muito aquém do pedido, e sequer vai apresentá-la em assembléia. A próxima reunião para discutir o reajuste está marcada para 21 de junho.

Enquanto esse acordo não sai, outros elos da cadeia da construção no Estado -também com data-base neste mês – assinam convenções. É o caso do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Pinturas de Parede, que nesta semana acertou com os empresários do setor correção integral de 13%. Com isso, o piso salarial de pintor na Grande Curitiba passou de R$ 457,60 para R$ 517,00. Já o piso de ajudante de pintor saltou de R$ 272,00 para R$ 310,20. Em Curitiba e Região Metropolitana, o setor emprega 5 mil pessoas. (OP)