Depois de horas de espera, às 6h da manhã de ontem foi dada a largada para as compras dos saldões nas principais redes varejistas. O carro-chefe dos produtos em liquidação foi uma TV LCD de 32”, comercializada a R$ 890, R$ 600 a menos do que o valor de mercado, e R$ 41 abaixo do preço de custo.

Dentre os itens mais baratos, a panela de pressão novamente caiu no gosto dos consumidores, que precisaram desembolsar somente R$ 8 pela aquisição. Só o preço de custo do produto valia mais do que o dobro – R$ 19,47. Aliás, para muitas pessoas, o item serviu de consolo, já que nem todo mundo conseguiu o que desejava, ou melhor, no preço que imaginava.

“Procurava por um forno elétrico no valor de até R$ 180, pois em promoções normais já vi anunciarem por R$ 240, mas hoje eu não encontrei o preço que queria”, reclamou a babá Sirlene Aparecida Reis.

No entanto, o cobrador de ônibus Silvério da Costa, achou que valeu a pena cada segundo de espera. “Estou há três meses juntando para comprar a TV e consegui, compensou ficar desde às 1h da madrugada na fila”, disse Costa que saiu carregando pela rua a conquista em um dos ombros.

O gerente operacional de uma das lojas em promoção, Paulo Gonçalves revelou que, nestas liquidações fatura-se o equivalente a dez dias normais. “É muito bom porque a loja fideliza clientes, renova mostruário e os funcionários ficam muito motivados com o ganho extra e a adrenalina”, definiu Gonçalves.

De acordo com assessoria da Magazine Luiza, no ano passado, o faturamento total da promoção em todas as lojas da rede somou R$ 70 milhões. O número deste ano deve ultrapassar em 10% esse total.

Cartões, cafés e pipocas

Antes das lojas abrirem no centro de Curitiba, longas filas se formaram em vários pontos. As pessoas receberam cafés e pipocas dos organizadores das promoções, além de contar com uma estrutura de apoio que disponibilizou segurança, banheiro químico e, dependendo da loja, uma TV para o entretenimento.

O tratamento disponibilizado aos clientes na fila foi tão satisfatório que frustrou as expectativas de vendas dos ambulantes que planejaram um lucro extra com a movimentação da madrugada.

Mas não foram somente pipocas e cafés que os funcionários ofereceram antes da abertura das portas. Os cartões de créditos das próprias marcas das redes varejistas também foram ofertados e, na empolgação, muitos consumidores acabaram se convencendo a adquirir o serviço.