Apoiado mais uma vez no bom desempenho do consumo das famílias e em investimentos crescentes, o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) deverá vir forte no segundo trimestre do ano. Estimativas de consultorias e bancos indicam alta de 4,9% a 6,1% na comparação com o mesmo período do ano anterior. A última vez em que o PIB trimestral cresceu acima de 5% foi em 2004. Em relação ao trimestre anterior, as projeções variam de 0,8% a 1 2%. A demanda interna está acelerando e a indústria deverá ser o setor de destaque.

O dado oficial será divulgado hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As estimativas são da MB Associados, ABN Amro, LCA Consultores, Corretora Convenção, Tendências Consultoria e Credit Suisse. Num levantamento com 30 instituições feito pela Agência Estado, a mediana das projeções de crescimento do PIB ficou em 5,9% sobre o mesmo período em 2006 e em 1,2% sobre o trimestre anterior.

Na prática, o PIB trimestral vem crescendo acima de 4% na comparação com o mesmo período do ano anterior desde o terceiro trimestre de 2006. Entre 2005 e 2006, a maior parte das variações do PIB a cada três meses ficou entre 2% e 4%. Ainda assim, alguns economistas analisam que o País não está preparado para avançar, de forma consistente, perto de 5% ao ano, como quer o governo.

De forma geral, os economistas estimam que a turbulência global não prejudicará o País em 2007. As maiores preocupações são a inflação e seus efeitos em 2008. Uma das dúvidas é se o País conseguirá aumentar a oferta de produtos e serviços para atender à demanda sem pressão de preços. Caso o Banco Central interrompa a queda dos juros em outubro, não está descartada uma revisão para baixo do PIB de 2008. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.