O Ministro da Agricultura, Marcos Vinicius Pratini de Moraes recebeu ontem, em Curitiba, o troféu Ocepar 2002. O prêmio é oferecido pela Organização das Cooperativas do Paraná como forma de homenagear personalidades que contribuíram para o desenvolvimento do setor.

Aplaudido de pé por uma platéia de mais de 1.200 pessoas, Pratini foi homenageado pela entidade devido ao apoio que deu as cooperativas, e pelos resultados que obteve com programas agropecuários no País. Na oportunidade, o ministro assinou o repasse de R$ 45 milhões para cinco cooperativas do Estado, do Programa de Desenvolvimento Agroindustriais de Cooperativas. Através dele, serão liberados R$ 250 milhões para cooperativas até 2003, com juros anuais de 10,75%, com pagamento em doze anos.

De acordo com presidente da Ocepar, João Paulo Koslovski, no Paraná existem 193 cooperativas, que concentram 245 mil cooperados, e com programas viabilizados pelo ministro foi possível conquistar melhores posições para o setor. “Só com o Moderfrota (programa de financiamento para a compra de máquinas e equipamentos) o Paraná deu um salto de 50% na produtividade”, afirmou Koslovski. Além disso, comentou, com incentivos a programas de sanidade possibilitou abertura de outros mercados para exportações.

O ministro agradeceu a homenagem destacando os resultados conquistados pelo setor, garantindo que a “população tem uma dívida com o agricultor”, argumentando que o segmento segurou o emprego, a renda e a balança comercial brasileira. Pratini comentou ainda que o programa de erradicação da fome, anunciado pela nova equipe de governo federal, só vai existir com cooperativismo, que é o modelo mais eficaz da produção, sendo que o setor responde por grande parte da produção desse ano, que atingirá 105 milhões de toneladas.

Programas

O ministro Pratini de Moraes aproveitou para fazer um balanço da agricultura e pecuária nos últimos anos, e disse que nesse período de transição ainda é preciso tomar algumas medidas, já que a safra não poderá esperar. Entre elas, estão programas de plantio de sorgo e milho safrinha, comercialização de algodão e alocação de recursos para a continuidade de programas. Pratini adiantou que para o custeio, investimento, comercialização e equalização de taxas e juros, e programas como Pronaf, a agricultura contará com um orçamento de R$ 30 bilhões para o ano que vem. “Mas esses recursos ainda são insuficientes, e parte acaba sendo coberto por financiamentos”, disse.

O programa Moderforta foi considerado pelo ministro como uma das grandes iniciativas para o setor, pois além de auxiliar na renovação da frota, fomentou a indústria, que hoje já atinge US$ 600 milhões em exportações. Programas para a criação de alternativas na produção também tiveram bons resultados. Entre eles, a fruticultura, aquicultura, plantio de florestas e floricultura. “Hoje o Brasil já exporta rosas, bulbos de tulipas e vasos de flores para diversos países”, disse o ministro, acrescentado que a floricultura é uma atividade muito lucrativa, pois em um hectare com flores é possível obter uma renda de R$ 60 mil por ano.