O consumidor de energia do Paraná, atendido pela Copel, vai ter reajuste de 15,44% nas contas de energia que vencem a partir de 24 de julho. A Companhia informou ontem que o desconto, que neutralizava os efeitos do reajuste taritário médio de 12,98% fixado em junho de 2009, pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), tinha autorização para vigorar até junho de 2010.

O prazo venceu e, até o momento, não houve deliberação por uma possível continuidade. Acrescido dos 2,46% aprovados pela Annel também no dia 24, o baque nas contas de luz a partir de agosto, quando o percentual será aplicado em sua totalidade, será considerável.

O presidente da Copel, Ronald Ravedutti, disse ontem através da Agência Estadual de Notícias, que durante todos os 12 meses em que a Copel, com autorização do Conselho, deixou de aplicar aquele percentual às contas de luz, foram mantidos em poder da população e em circulação na economia paranaense cerca de R$ 600 milhões.

“Nenhuma outra empresa elétrica do Brasil fez para os seus consumidores o que a Copel tem feito em favor dos paranaenses por ela atendidos”, disse ele. O presidente da Copel também ressaltou que a prática dos descontos para neutralizar o reajuste médio de 12,98% concedido pela Aneel em junho de 2009 deixou de se justificar como benefício social. “Observamos que o desconto deixou de cumprir sua finalidade social, quando cerca de 50% das contas de luz não mais eram pagas até o vencimento, e que a grande maioria dessas contas era de famílias com padrão de consumo muito pequeno”.

Segundo Ravedutti, as famílias mais pobres eram penalizadas, pois ao quitar a conta de luz após o vencimento pagavam tarifa já reajustada, mais elevada que aquela paga pelas famílias de melhor condição econômica.

Ronald Ravedutti lembrou que a Copel desenvolve o maior programa de investimentos da sua história, no importe de R$ 1,34 bilhão, e de cuja efetiva concretização depende o adequado suprimento de eletricidade ao Paraná no futuro.

Além disso, existe a disposição estratégica da Companhia de crescer e expandir suas atividades, inclusive fora do Paraná, para assumir um papel de crescente relevo dentro do setor elétrico brasileiro.

A decisão de neutralizar os efeitos do desconto não é definitiva, informa a Copel. O Conselho de Administração ou a Assembléia Geral de Acionistas podem decidir, a qualquer momento, retornar à política de descontos que era adotada até 24 de junho passado.