A energia elétrica dos 4,2 milhões de paranaenses atendidos pela Copel em 396 municípios vai encarecer em média 24,86% a partir de amanhã. O novo índice foi aprovado na terça-feira (21) em reunião da diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que acatou o pedido da distribuidora para adiar parte do percentual inicialmente autorizado (35,05%) para os próximos reajustes tarifários.

Como o contrato prevê correção anual no dia 24 de junho, a alta incidirá retroativamente a esta data nas faturas com vencimento a partir desta quinta-feira. Dependendo da data de vencimento, o consumidor receberá a próxima conta com quase 50% de acréscimo. Essa correção acumulada vem em um momento em que a conta de luz já está tendo um impacto maior no orçamento das famílias paranaenses, devido ao aumento do consumo de energia durante o inverno.

O reajuste da Copel estava suspenso desde 25 de junho, quando a Aneel aceitou o pedido da empresa e cancelou provisoriamente o percentual de reajuste até apreciar o diferimento. A alta tem impactos diferentes para cada segmento de clientes (veja o quadro). Para os consumidores residenciais, o incremento será de 23,88%. Como o consumo médio mensal é de 170 kW (kilowatts), o valor médio da fatura passará dos atuais R$ 69,79 para R$ 86,45.

“Quem tem vencimento no dia 23 não teve aumento em junho nem terá em julho, mas em agosto virá com cerca de 50% devido à retroatividade”, explica o diretor-presidente da Copel Distribuição, Vlademir Caleffe. Nesse caso, o valor médio salta para R$ 104,68. Já para quem recebe a conta no dia 24 o aumento incidirá integral amanhã. “Nas contas que vencerão em agosto, o índice retroativo médio será de 12%”, explica o dirigente.

De acordo com a Aneel, a principal causa do reajuste foi o aumento dos custos que a distribuidora teve com compra de energia. Como no ano passado já houve postergação de parte do índice de reajuste autorizado pela Aneel, o cálculo para a recomposição de 2015 da tarifa da Copel já começa com uma variação de 15%. “Se vai haver diferimento ou não, depende de outras variáveis que compõem a tarifa, como substituição de energia barata por cara e uso de usinas térmicas devido às condições climatológicas, mas se isso acontecer, provavelmente vamos avaliar novo diferimento”, antecipa Caleffe.

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