O Paraná deverá receber investimentos de aproximadamente R$ 400 milhões até o ano de 2006 em novas linhas e subestações para expansão do sistema estadual de transmissão de energia elétrica. A previsão é do Plano de Ampliações e Reforços do ONS Operador Nacional do Sistema Elétrico para a Região Sul do País.

Conforme as regras em vigor no setor elétrico, parte desse investimento (o equivalente à metade) vai ser feito pela Copel em obras que serão autorizadas diretamente pela Aneel Agência Nacional de Energia Elétrica. O restante das obras deverá ter sua concessão colocada em disputa por meio de leilões públicos.

A programação de obras foi apresentada e discutida esta semana em Curitiba, na Copel, num evento que reuniu o diretor de serviços de transmissão do ONS, Roberto Gomes, e agentes públicos e privados que atuam nessa área do setor elétrico. O diretor não deixou de elogiar a estrutura do sistema de transmissão de energia existente no Paraná, “onde não existem gargalos entre regiões produtoras de eletricidade e os pólos de consumo”. Para ele, essa condição permite que os investimentos passem a se concentrar em obras de reforço, melhoria e modernização.

Mais 11 mil km

O planejamento leva em conta uma projeção das necessidades do mercado daqui a três anos, com revisões anuais. No plano que cobre o período de 2004 a 2006, o ONS prevê a necessidade de construir pelo país 11 mil quilômetros de novas linhas de transmissão, acrescentando 21 mil MVA (megavolts-ampères) de capacidade de transmissão aos 166 mil MVA já existentes.

Na Região Sul, cujo sistema elétrico inclui o Mato Grosso do Sul, estão previstos 938 km de novas linhas, resultado da soma dos 46 projetos que integram a programação. Desse total, 29 projetos e 304 km de linhas estão no Paraná caminho obrigatório para toda e qualquer nova linha de interligação entre os sistemas elétricos do Sul e do Sudeste.

Ambrósio Melek, gerente da área de planejamento e estudos de transmissão da Copel, destacou que há dois projetos de grande importância, entre aqueles que constam na programação do ONS para o Estado. Ele citou, no sistema elétrico operado pela empresa, a construção da nova subestação Santa Mônica, com capacidade de 230 mil Volts, reforço estratégico ao suprimento de Curitiba e Região Metropolitana, onde se concentra quase 30% do mercado consumidor paranaense. A outra obra considerada importante por Melek é a construção da linha de transmissão em 525 mil Volts, conectando as subestações de Cascavel, Ivaiporã e Salto Santiago, obra cujo custo está estimado em R$ 300 milhões e que é essencial para reforçar a interligação entre as regiões Sul e Sudeste do país.