O diretor financeiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Maurício Borges, afirmou que a concessão de R$ 12,5 bilhões de crédito da União para ampliar a capacidade de empréstimo do banco dará um "fôlego" ao BNDES pelos próximos quatro a cinco meses. "Isso não encerrou a negociação com o Tesouro. Estamos em negociação permanente com eles", afirmou o executivo.

Borges informou que, além dos recursos já aprovados, o banco precisa de mais R$ 15 bilhões para atender à procura por crédito este ano. No ano passado, o presidente do banco, Luciano Coutinho, fez um pedido à equipe econômica do governo de ampliação de R$ 30 bilhões na capacidade de financiamento do banco para 2008, para atender à demanda total prevista, que deve girar em torno de R$ 80 bilhões. Em dezembro do ano passado, o Tesouro já havia emprestado R$ 2,5 bilhões; com os R$ 12,5 bilhões anunciados nesta segunda-feira (7), em publicação no Diário Oficial da União o total ampliado sobe para R$ 15 bilhões. Ou seja, serão precisos mais R$ 15 bilhões para atender às necessidades do banco.

O executivo espera que o banco consiga o restante dos recursos até o início do segundo semestre. Em sua avaliação, não estão descartadas outras opções de captação, pelo banco, além do Tesouro.

IOF

Borges esclareceu que a projeção estimada de R$ 80 bilhões para concessão de crédito, por parte do BNDES, não leva em conta desistências, por parte do empresariado, de angariar crédito devido ao aumento da alíquota do IOF. "Vai encarecer o crédito (o aumento do IOF). Mas eu espero que isso não afete (o interesse por empréstimos)", disse. Ele comentou que, até o momento, o banco não notou nenhum tipo de desistência, por parte de interessados por financiamento; apenas algumas reclamações por parte de bancos repassadores de crédito.