As operações de crédito do sistema financeiro cresceram 1,6% em dezembro e atingiram R$ 1,703 trilhão, segundo informou hoje o Banco Central (BC). Com o resultado, o estoque de financiamentos encerrou 2010 com alta de 20,5%. O saldo de crédito com recursos livres cresceu em dezembro 1,5%, totalizando R$ 1,117 trilhão. No ano, esse segmento acumulou expansão de 17,1%.

O saldo de crédito com recursos direcionados somou R$ 586,179 bilhões, com alta de 1,7% em dezembro e de 27,5% no acumulado de 2010. As operações com pessoas físicas cresceram 2,1% no mês e 21,9% no ano, enquanto as operações com empresas aumentaram 1,1% no mês e 19,3% no ano.

Com o resultado de dezembro, o saldo de operações de crédito do sistema financeiro encerrou 2010 representando 46,6% do Produto Interno Bruto (PIB). Em novembro, o estoque de financiamentos representava 46,3% do PIB e, em dezembro de 2009, 44,4%.

As operações de crédito do sistema financeiro público cresceram 21,5% no ano passado, totalizando R$ 713,972 bilhões. Somente em dezembro a alta foi de 1,4%. O sistema financeiro privado nacional fechou 2010 com alta de 22,4%, com estoque de R$ 693,594 bilhões. Em dezembro, a alta foi de 1,9%. O sistema financeiro estrangeiro terminou o ano passado com expansão de 13,9% e estoque de R$ 296,186 bilhões. Em dezembro, a alta foi de 1,2%.

Juros

O juro médio nas operações de crédito nas operações livres subiu de 34,8% ao ano em novembro para 35% ao ano em dezembro. A taxa média praticada nos empréstimos sem destinação específica foi divulgada hoje pelo BC. A elevação ocorreu, especialmente, nas operações destinadas à pessoa física, cuja taxa média aumentou de 39,1% para 40,6% ao ano. Para as empresas, a taxa caiu pelo terceiro mês seguido, passando de 28,6% para 27,9% ao ano.

Apesar do aumento do juro médio em dezembro, a margem cobrada pelas instituições financeiras – o chamado spread bancário – caiu, na média, de 23,6 pontos porcentuais para 23,5 pontos porcentuais em dezembro. A retração foi liderada pelas operações para empresas, cujo spread recuou de 17,9 pontos porcentuais para 17 pontos porcentuais. Por outro lado, a margem praticada nos empréstimos para pessoas físicas subiu no mesmo período, de 27,3 pontos para 28,5 pontos. Na prática, o spread representa a diferença entre o custo, dos bancos, de captação de recursos e a taxa que é efetivamente cobrada dos clientes finais.

O BC também informou que os prazos médios nos empréstimos no crédito livre subiu de 469 dias em novembro para 477 dias em dezembro. Os financiamentos para empresas têm média de 400 dias e os para pessoa física apresentam média de 561 dias.