O economista Delfim Netto disse hoje que o Produto Interno Bruto (a soma de bens e serviços produzidos no país) deve atingir crescimento de 4% de 2010. Ele ressaltou que nos primeiros trimestres deste ano “o resultado será ainda muito ruim, com a taxa próxima de zero”.

Para ele, os banqueiros brasileiros foram “precipitados” ao suspender os financiamentos no período imediatamente posterior ao anúncio de quebra do banco norte-americano Lehman Brothers. Delfim lembrou que a situação brasileira naquele momento era diferente da do resto do mundo, porque não havia problemas de liquidez (dinheiro em caixa) no país.

Na opinião do ex-ministro da Fazenda, a interrupção na oferta de credito só ocorreu por “mania de grandeza”, ou seja o setor preferiu seguir a maioria lá fora, porque achava que isso seria melhor para a imagem do Brasil, ainda que na prática o país não estivesse sofrendo os mesmos efeitos.

Delfim Netto participa do Exame Fórum, evento que reúne empresários, economistas e representantes do governo para debater os efeitos da crise mundial e as alternativas de reconstrução da economia no Brasil e no mundo. Também participam dos debates três detentores de prêmios Nobel de economia: Joseph Stiglitz, Edward Prescott e Robert Mundell.