A próxima cúpula do Bric (grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia e China) será realizada no dia 16 de abril, em Brasília, e será acompanhada de um seminário empresarial com representantes dos quatro países. Depois do encontro, o presidente da China, Hu Jintao, deverá permanecer no Brasil para uma visita oficial, na qual será assinado o Plano de Ação Conjunta com diretrizes para o relacionamento bilateral no período 2010-2015.

O programa do dirigente chinês ainda não está confirmado, mas a tendência é que ele fique no Brasil depois da reunião dos chefes de Estado do Bric. A visita seria uma retribuição à viagem que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez a Pequim em maio de 2009. O subsecretário de Assuntos Políticos do Itamaraty, embaixador Roberto Jaguaribe, esteve nos dois últimos dias em Pequim para discutir a agenda da cúpula do Bric e a visita de Hu Jintao. O diplomata havia passado antes na Índia e estará na Rússia ainda esta semana. Segundo ele, todos os chefes de Estado confirmaram presença no encontro.

O principal tema de discussão continuará a ser econômico, a exemplo do que ocorreu na primeira reunião do Bric, realizada na Rússia em junho de 2009, no auge da crise global. Mas Jaguaribe ressaltou que o grupo não pretende confrontar nem substituir o G-20 (grupo das 20 maiores economias do mundo) como principal fórum de discussões relacionadas à governança financeira global. Também não tem pretensão de “ditar regras” a outros países em desenvolvimento. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.