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IPCA: alimentos pressionaram o índice.

Curitiba (e região metropolitana) teve a segunda menor inflação deste início de ano pelo IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15), segundo levantamento distribuído ontem pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A capital paranaense registrou, no período de 11 de dezembro a 14 de janeiro, percentual de 0,38%, contra 0,43% no período novembro/dezembro de 2007.

A média nacional – a pesquisa é realizada, além de Curitiba, nas Regiões Metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador, além de Brasília e Goiânia – foi de 0,70%, mesmo índice registrado em dezembro do ano passado.

A pressão dos alimentos continuou, e os preços desse grupo chegaram a aumentar 1,96%, mais do que no mês anterior, quando a variação ficou em 1,73%. O grupo alimentação e bebidas contribuiu com 0,42 ponto percentual na formação do IPCA-15 de janeiro, sendo responsável por 60% da taxa.

Além dos feijões, cuja oferta reduzida provocou forte alta, outros produtos tiveram aumento de preços mais acentuado: tomate (de -18,80% em dezembro de 2007 para 20,91% em janeiro), óleo de soja (de 4,51% para 8,11%), frutas (de -0,92% para 4,97%), ovos (de -2,19% para 6,31%), pescados (de 1,75% para 2,72%) e macarrão (de -0,23% para 1,96%).

As carnes (de 8,78% para 4,05%) e o frango (de 4,92% para 3,99%) continuaram a pressionar o índice, mas mostraram taxas de crescimento menos intensas de um mês para o outro. Por outro lado, alguns alimentos tiveram queda de preço, como a batata-inglesa (de 11,77% para -12,89%) e o leite pasteurizado (de -2,35% para -1,59%).

Os produtos não-alimentícios apresentaram variação de 0,35% em janeiro, abaixo da taxa de dezembro (0,42%), devido, principalmente, ao álcool combustível, cujo preço do litro teve crescimento bem menor: de 11,45% para 2,55%. A gasolina foi influenciada pelo álcool, passando de 1,06% para 0,60%. Artigos de vestuário (de 0,76% para 0,53%) e cigarros (de 3,60% para 1,62%) também apresentaram variações mais baixas.

Dentre os índices regionais, o maior foi registrado em Belém (1,27%), onde os alimentos tiveram alta de 2,83%, e o aluguel, de 1,50%. O menor índice foi o de Porto Alegre (0,25%).

Para cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados de 11 de dezembro a 14 de janeiro e comparados com aqueles coletados entre 13 de novembro e 10 de dezembro. O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA; a diferença está no período de coleta dos preços.