Passar dias a bordo de navios de turismo, também conhecidos como “hotéis resorts flutuantes”, significa lazer, diversão e descanso para a maioria das pessoas. Porém, para outras, representa oportunidade de trabalho e de garantir o sustento próprio e da família.

Atualmente, segundo dados da Associação Internacional de Cruzeiros Marítimos, existem cem companhias de navegação e trezentos navios de turismo em trânsito pelo mundo. Anualmente, a atividade movimenta cerca de US$ 50 bilhões.

No Brasil, 10 milhões de passageiros são transportados por ano e um acordo internacional, assinado em 1995 pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, garante que cada navio que passa pela costa brasileira, de acordo com sua capacidade, deve proporcionar 15% de suas vagas em postos de trabalho aos brasileiros. Hoje, oito navios de turismo circulam pela costa nacional, o que representa cerca de setecentas vagas em atividades variadas, como governança, restaurante, entretenimento, entre outras.

O mercado vem sendo considerado promissor, mas poucos brasileiros parecem estar preparados para trabalhar em navios. “Prova disso é que 20% dos brasileiros que vão trabalhar a bordo de navios de turismo voltam antes mesmo do término dos contratos, que normalmente duram de dois meses a um ano. Isto mancha o nome dos brasileiros e pode fazer com que, no futuro, as chances de se conseguir empregos em navios de turismo se tornem escassas”, argumenta Antonela Roveda, que nos dias 20 e 21 de dezembro próximos ministrará em Curitiba um curso a quem pretende trabalhar em navios.

Segundo Antonela, por falta de informação os brasileiros acabam não agüentando por muito tempo a vida a bordo. Eles normalmente não sabem ao certo quais as responsabilidades dos cargos que ocupam, não agüentam as horas excessivas de trabalho e não conseguem se adaptar às regras, que normalmente são consideradas muito rígidas. Entretanto os salários costumam ser bastante tentadores.

“Os navios são verdadeiras cidades flutuantes e os salários costumam ser de acordo com a função que a pessoa exerce”, explica Antonela. “Funcionários da área de governança e restaurante, por exemplo, ganham cerca de US$ 3 mil por mês. Também existem vagas para médicos, jornalistas, professores de Educação Física, artistas e uma série de outros profissionais. Para o brasileiro, só é difícil entrar na área de cassinos, pois é exigido um certificado especial fornecido por escolas internacionais.”

Para trabalhar em navios a pessoa deve ter 21 anos completos. Não há limite de idade e o processo seletivo não considera aparência física e estado civil. Para quem for embarcar no Brasil, também é necessário um curso de sobrevivência realizado através da Marinha Brasileira.

Serviço

Informações: (41) 257-6241, 356-3157 ou maritimacruzeiros@uol.com.br.