O déficit comercial dos Estados Unidos diminuiu fortemente em julho, registrando a maior queda dos últimos 17 meses, na medida em que as exportações de aviões subiram e as importações em geral caíram. A redução no déficit foi de 14%, para US$ 42,78 bilhões, ante os US$ 49,76 bilhões registrados em junho, segundo informou hoje o Departamento de Comércio do país. O dado de junho havia sido estimado anteriormente em US$ 49,90 bilhões.

A diminuição do déficit, após três meses seguidos de alta, foi maior que a esperada. Economistas previam um déficit de US$ 47 bilhões em julho. Com a China, o déficit dos EUA caiu para US$ 25,92 bilhões em julho, de US$ 26,15 bilhões em junho. As importações da China subiram para o nível mais alto desde outubro de 2008, para US$ 33,26 bilhões, com aumento de US$ 393 milhões. Já as exportações cresceram US$ 630 milhões, para US$ 7,35 bilhões.

O relatório do Departamento de Comércio mostrou ainda que o déficit real (ajustado pela inflação), que os economistas usam para medir o impacto do comércio no Produto Interno Bruto (PIB) do país, caiu para US$ 47,69 bilhões em julho, ante US$ 53,62 bilhões em junho.

As exportações dos EUA cresceram 1,8%, para US$ 153,33 bilhões, o nível mais alto desde agosto de 2009, ante os US$ 150,57 bilhões de junho. Já as importações registraram a maior queda desde fevereiro do ano passado, de 2,1%, para US$ 196,11 bilhões, em comparação com os US$ 200,33 bilhões de junho.

O déficit com o Canadá caiu para US$ 1,40 bilhão, o menor desde maio de 2009, de US$ 2,51 bilhões em junho. O déficit com o Japão recuou de US$ 5,25 bilhões para US$ 4,95 bilhões, enquanto o déficit com o México diminuiu de US$ 6,21 bilhões para US$ 5,34 bilhões. No entanto, o déficit com a zona do euro (que reúne os 16 países que utilizam o euro como moeda) subiu para US$ 8,16 bilhões em julho, de US$ 6,10 bilhões em junho. Com a Alemanha, o déficit foi o maior desde julho de 2008, de US$ 3,60 bilhões. As informações são da Dow Jones.