O déficit orçamentário dos EUA atingiu o patamar recorde de US$ 113,9 bilhões em fevereiro, um aumento de quase 18% em relação aos US$ 96,7 bilhões registrados no mesmo mês do ano passado. Em janeiro, o país teve um superávit de US$ 8,6 bilhões. O resultado ficou acima das previsões dos analistas, que apontavam para um resultado negativo entre US$ 90 bilhões e US$ 110 bilhões.

No início do mês, o presidente do Federal Reserve (Fed, o BC americano), Alan Greenspan, afirmou que o governo precisa conter seus gastos. Segundo ele, não seria possível promover um aumento de impostos suficiente para resolver o problema das contas do governo americano, por isso, seria necessário agir do lado dos gastos.

Segundo dados do Tesouro dos EUA, as receitas do governo subiram de US$ 92 bilhões para US$ 100,9 bilhões na mesma comparação, enquanto os gastos passaram de US$ 188,7 bilhões para US$ 214,8 bilhões.

Desde o início do ano fiscal no país (que começou em setembro), o déficit chega a US$ 223,4 bilhões, ante US$ 228,5 bilhões no mesmo período do ano anterior.

A Casa Branca apresentou no mês passado o projeto do Orçamento para 2006, que inclui a redução do déficit federal dos Estados Unidos para US$ 390 bilhões, por meio de cortes drásticos em quase todos os gastos, menos nos de Defesa e Segurança.

No ano fiscal de 2004, os EUA tiveram um resultado negativo de US$ 412 bilhões, que deve crescer para US$ 427 bilhões até setembro (fim do ano fiscal de 2005), segundo previsões do próprio governo.

O presidente George W. Bush já afirmou que seu objetivo é reduzir pela metade, até 2009, o déficit orçamentário dos Estados Unidos.