Foto: Allan Costa Pinto/O Estado

Trabalhadores se concentraram diante da empresa.

Cerca de 200 metalúrgicos da WHB Componentes Automotivos protestaram, ontem, em frente à sede, na Cidade Industrial de Curitiba. Durante o dia, os trabalhadores resolveram parar as atividades para forçar a diretoria da empresa a voltar atrás de uma decisão tomada no início desta semana. O objetivo foi alcançado, mas a categoria ainda cobra mais segurança no trabalho.

Segundo o secretário-geral do Sindicato dos Metalúrgicos de Curitiba (SMC), Clementino Thomás Vieira, a ?confusão? começou na última terça-feira, quando a empresa informou aos funcionários que o valor a ser descontado, referente ao plano de saúde, seria aumentado. ?O trabalhador que hoje paga R$ 13 por pessoa da família passaria a pagar R$ 47 e os que pagam o plano maior, de R$ 47,50, passariam a pagar R$ 101,40. A categoria não aceitou. O delegado do sindicato na empresa tentou conversar, mas não foi atendido. Com os demais trabalhadores, eles decidiram, no mesmo dia, durante o expediente, parar as atividades por quatro horas?, conta.

O delegado sindical na WHB, Elton José da Silva, conta ainda que a empresa retirou essa intenção de aumento, mas no dia seguinte, quarta-feira, como represália, a empresa o demitiu alegando justa causa. Este foi o motivo do protesto de ontem. ?Por volta das 12h nós novamente conversamos com a diretoria da empresa e eles decidiram voltar atrás e readmitiram Elton, que volta a trabalhar hoje?, afirma Vieira.

Outro assunto também levantado durante a manifestação, foi a falta de segurança no trabalho da empresa. De acordo com os representantes do sindicato, foram quase 30 acidentes nos últimos três anos. ?Em janeiro de 2006 teve um acidente fatal e, no mês seguinte, outros dois bastante graves. Ali na placa eles indicam ainda que há apenas 13 dias não tem nenhum acidente?, questiona o secretário geral do SMC.

Sobre a situação toda do protesto, Adriano Hübner, proprietário da empresa, afirma que houve falhas dos dois lados. ?Faltou iniciativa tanto da empresa, quanto do sindicato, pois buscamos solução para os problemas somente depois da confusão. Nosso pensamento, agora, será de trabalhar mais próximo do sindicato, para que a situação não se repita?, comenta. Sobre a questão dos acidentes, ele diz que ?tomamos nossas precauções, inclusive fizemos treinamentos com os funcionários. Hoje estamos em um nível bem melhor de segurança?. ?Se o problema de segurança fosse tão sério como dizem, não estaríamos trabalhando hoje?, conclui.