O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Tulio Maciel, informou que o déficit do setor público de junho foi “significativo” e o maior para o mês, conforme já havia antecipado o Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado. Ele confirmou também que o superávit obtido no primeiro semestre do ano é o mais baixo para o período da série histórica do BC, iniciada em dezembro de 2001. O técnico citou ainda a proporção de 0,80% em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) do déficit de R$ 45,692 bilhões em 12 meses até junho.

“A fragilidade atividade da econômica repercute no desempenho fiscal”, resumiu Maciel. Ele enfatizou que isso ocorre a despeito tanto das medidas adotadas para recuperação de receitas quanto de contenções de despesas anunciadas desde o início do ano. “Há um impacto significativo sobre arrecadação que se reflete nas contas fiscais”, acrescentou.

Segundo Maciel, a fragilidade econômica se impôs sobre a arrecadação e tem afetado o resultado primário do ano. “Uma série de tributos estão associados à atividade econômica. Estamos observando os indicadores de atividade, que perde ritmo e isso se reflete na receita”, explicou.