A taxa de desemprego na zona do euro recuou para 9,9% em fevereiro, ante os 10,0% de janeiro, informou hoje a agência de estatísticas da União Europeia, a Eurostat. Este é o menor nível de desemprego em 14 meses. O resultado ficou em linha com o esperado pelos economistas. Segundo a Eurostat, em fevereiro havia 15,7 milhões de pessoas sem trabalho nos 17 países que utilizam o euro como moeda – 77 mil a menos que em janeiro.

A taxa de desemprego de janeiro, no entanto, foi revisada para 10,0%, ante o cálculo inicial de 9,9%. Um porta-voz da Eurostat afirmou que a revisão foi consequência da inclusão de dados referentes ao quarto trimestre do ano passado.

Apesar da melhora no mercado de trabalho da zona do euro em fevereiro, as diferenças entre os países do bloco estão aumentando. Na Alemanha, a taxa de desemprego caiu para 6,3%, ante os 7,3% de fevereiro do ano passado. Na Irlanda, a taxa aumentou de 13,0% para 14,9%. A Holanda apresentou a menor taxa, enquanto a Espanha teve a mais alta, de 20,5%.

PMI

Em outra divulgação do dia, o instituto Markit informou que o índice dos gerentes de compra (PMI, na sigla em inglês) industrial final da zona do euro caiu para 57,5 no mês passado, ante 59,0 em fevereiro. O resultado ficou abaixo da estimativa de 57,7 dos economistas. Um número maior que 50 indica expansão da atividade, enquanto um valor menor aponta contração.

O Markit informou ainda que os preços nas portas das fábricas tiveram em março a maior alta desde que os dados começaram a ser coletados, em novembro de 2002. Os preços das matérias-primas também subiram quase no mesmo ritmo que o recorde de fevereiro, com destaque para os custos de alimentos, energia, combustíveis, metais, petróleo e outras commodities. O índice de preços “output” (na porta das fábricas) subiu para 61,5 em março, ante 60,8 em fevereiro. As informações são da Dow Jones.