Arquivo / O Estado
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Setor elétrico foi um dos
que mais empregaram.

A taxa de desemprego caiu pelo quinto mês consecutivo na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), com a variação passando de 7,9% em junho para 7,6% em julho. É a menor taxa do ano. Em julho, o número de pessoas desocupadas e procurando emprego foi estimado em 112 mil. Em junho, eram cerca de 117 mil e, em julho do ano passado, 123 mil. Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Emprego, divulgada ontem pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).

Na comparação com outras seis regiões metropolitanas, a RMC apresentou em julho a terceira menor taxa de desemprego, atrás de Porto Alegre (7%) e Rio de Janeiro (7,2%) e na frente de Belo Horizonte (8,2%), São Paulo (9,9%), Recife (12,7%) e Salvador (15,7%). A média para as seis regiões pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) foi de 9,4%.

Entre as atividades que mais empregaram em julho na comparação com junho, destaque para a indústria extrativa, de transformação, produção e distribuição de eletricidade, gás e água, que apresentou variação de 2,9%, empregando 8 mil pessoas a mais. O comércio também registrou variação positiva (1,7%), empregando 5 mil pessoas, seguido por outros serviços (acréscimo de 3 mil postos de trabalho) e intermediação financeira e atividades imobiliárias (1 mil). Entre os setores que apresentaram variação negativa no emprego, destaque para a construção civil (-7,9%), que demitiu cerca de 8 mil pessoas. A administração pública e os serviços domésticos também registraram queda no nível de emprego (-0,5% e -1,1%, respectivamente), o que significou cerca de mil postos de trabalho a menos em cada uma das atividades.

Na comparação com julho do ano passado, todas as atividades registraram aumento no nível de emprego, com destaque para a indústria (aumento de 11,1%), com 28 mil empregos a mais; comércio, com 23 mil vagas ocupadas; intermediação financeira e atividade imobiliária (19 mil), administração pública (17 mil), outros serviços (16 mil), construção civil (3 mil), serviços domésticos (2 mil). ?Mais uma vez a pesquisa mostra situação favorável no mercado de trabalho?, apontou o coordenador da pesquisa do Ipardes, Ciro César Barbosa. ?Comparando os meses de julho anteriores, este é o que apresentou o menor número de pessoas desocupadas.? Conforme o Ipardes, em julho de 2003 eram 141 mil pessoas desocupadas e procurando emprego, e no mesmo mês de 2004, 123 mil.

Carteira assinada

Conforme a pesquisa, o número de empregados com carteira assinada caiu 0,4% em julho, na comparação com junho, representando 3 mil trabalhadores fora dessa categoria. Porém, na comparação com julho do ano passado, foi verificado aumento de 9,1%, o que representou 56 mil pessoas incluídas na categoria.

Já o número de pessoas sem carteira assinada caiu, tanto na comparação com junho (-2,6%) quanto com julho do ano passado (-1,8%). Os trabalhadores por conta própria cresceram em 11 mil em julho, na comparação com junho e o número de empregadores aumentou em 2 mil no mesmo período.

Rendimento

O rendimento médio das pessoas ocupadas em julho ficou em R$ 916,00. Na comparação com junho, a renda média real caiu 2,6% – em junho era de R$ 940,58. Já na comparação com julho do ano passado, a queda foi ainda maior, de 10,8%. Em julho de 2004, o rendimento médio era de R$ 1.026,38.

De acordo com a diretora do Centro Estadual de Estatística, Sachiko Araki Lira, o rendimento médio em julho do ano passado foi alto por conta dos empregadores, que fizeram retiradas maiores de dinheiro. ?Deve ter ocorrido algo de excepcional?, salientou.

Para o mês de agosto, a expectativa é que a taxa de desemprego permaneça na casa dos 7%. ?A tendência agora é de acomodação. O mercado de trabalho vem apresentando similaridades?, comentou o coordenador Ciro César Barbosa.