A Região Metropolitana de Curitiba apresentou taxa de desemprego de 8,4% em setembro – mesmo índice do mês anterior, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) divulgada ontem pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) em parceria com o IBGE. Isso significa 114 mil desempregados na Grande Curitiba, que, pelo segundo mês consecutivo, registrou a menor taxa de desemprego do País. A média nacional foi calculada em 12,9%. A região com maior desemprego foi a de Salvador, com 17,6%, seguida pela de Recife (15%), São Paulo (14,8%), Belo Horizonte (10,8%), Porto Alegre (10,1%) e Rio de Janeiro (9,7%).

A pesquisa do Ipardes/IBGE estimou em 2,265 milhões o número de pessoas de 10 anos ou mais de idade e que compõem a População em Idade Ativa (PIA) na região de Curitiba. Destas, 59,9% (1,356 milhão) eram economicamente ativas (PEA) e 40,1% (909 mil) não economicamente ativas (PNEA).

A população economicamente ativa apresentou acréscimo de 1,3% em relação ao mês anterior, quando o número era de 1,339 milhão. Já a taxa de atividade (relação entre as pessoas economicamente ativas e as pessoas em idade ativa) teve um pequeno acréscimo. No mês passado era de 59,6%.

Setores

Entre os grupos de atividade, os que apresentaram maior crescimento no número de pessoas ocupadas foram construção civil (3,9%); intermediação financeira e atividades imobiliárias, aluguéis e serviços prestados às empresas (2,7%); serviços domésticos (2,2%); indústria extrativa e de transformação, e produção e distribuição de eletricidade, gás e água (1,7%), e outros serviços (3,1%).

Houve queda no grupo de administração pública, defesa, seguro social, educação, saúde e serviços sociais (3,2%). O ramo de comércio, reparação de veículos automotivos e de objetos pessoais e domésticos e comércio varejista de combustíveis manteve-se estável em relação a agosto.

Salário

O rendimento médio real habitualmente recebido pelos ocupados foi de R$ 782,20, valor praticamente constante em relação a agosto (R$ 779,94). Houve um acréscimo de 1,6% no rendimento médio real habitualmente recebido pelos empregados do setor privado, sendo que o dos empregados com carteira de trabalho assinada manteve-se praticamente estável e o dos sem registro, um acréscimo de 6,9%. Os trabalhadores autônomos tiveram um aumento de 1,8% nos rendimentos na comparação com o mês anterior.

O rendimento médio real efetivamente recebido pelos ocupados, referente a setembro, foi de R$ 775,91 (3,23 salários mínimos), superior ao de agosto (R$ 756,10). Os empregados no setor privado com carteira de trabalho assinada tiveram acréscimo de 2,4% nos rendimentos médios efetivamente recebidos e os empregados sem registro, de 10%. Os trabalhadores autônomos apresentaram aumento de 6,8% nos rendimentos médios quando comparados aos de agosto.

Emprego com carteira cresceu 5,47%

O Paraná gerou 82.330 empregos formais nos primeiros nove meses do ano, segundo levantamento divulgado pelo Ministério do Trabalho. O resultado representou um crescimento de 5,47% sobre o total de trabalhadores com carteira assinada no Estado. Só em setembro, foram criados 10.113 novos postos de trabalho entre os paranaenses, um aumento de 0,64%. Tanto no acumulado do ano como no mês avaliado, os resultados foram os melhores da região Sul, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

O número de empregos formais gerados de janeiro a setembro no Paraná é superior ao dos sete estados do Norte juntos (39.757) ou dos nove estados do Nordeste somados (76.824) no mesmo período. O resultado do Paraná no acumulado do ano também é superior ao da soma do desempenho de Santa Catarina (37.891) com o do Rio Grande do Sul (29.282).

O resultado do Paraná no mês de setembro foi superior ao de agosto, quando o Caged registrou 8.698 novos empregos formais. Dos 10.113 novos postos de trabalho surgidos em setembro no Estado, 4.069 foram no setor da indústria de transformação. Os destaques no setor ficaram com a indústria de borracha, fumo e couro (986), madeira e mobiliário (877), alimentos e bebidas (569) e têxtil e vestuário (527).

Depois da indústria de transformação, os destaques no mês pesquisado ficaram com o setor de serviços (2.755) e o de comércio (2.737). A agricultura, por sua vez, ficou com apenas 59 empregos no mês. Mas no acumulado do ano, a atividade agrícola gerou 18.056 novos postos de trabalho. Ainda no de janeiro a setembro, a indústria de transformação ficou com 26.939 empregos, o setor de serviços com 22.232 e o comércio com 16.463.

O governador Roberto Requião acredita na manutenção desse crescimento na oferta de emprego. “A boa safra agrícola, o aumento das exportações e as medidas que adotamos na área tributária, diminuindo os encargos fiscais dos nossos empresários, especialmente dos pequenos, apontam para a continuidade de uma perspectiva favorável”, analisa Requião.