A taxa de desemprego na região metropolitana de Curitiba no mês de junho ficou em 10,2%, mantendo-se igual ao índice de maio, segundo dados divulgados ontem pelo Ipardes. Em comparação com outras seis regiões metropolitanas brasileiras pesquisadas pelo IBGE, Curitiba apresentou a segunda menor taxa, empatando com Porto Alegre.

O menor índice foi registrado na região metropolitana do Rio de Janeiro (9,8%) e o maior na de Salvador (17,9%). Na região de Belo Horizonte, o índice ficou em 12,1%. Na grande São Paulo, em 14,5%. E na região metropolitana de Recife, em 14,9%.

De acordo com o levantamento do Ipardes, realizado em parceria com o IBGE, a estimativa do número de pessoas desocupadas e a procura de trabalho na região de Curitiba foi de 136 mil pessoas, mantendo-se praticamente constante em relação ao mês anterior, que foi de 137 mil pessoas. Desse total, 49,7% eram mulheres e 50,3%, homens.

O número de ocupados foi estimado em 1,202 milhão, inferior em 0,5% se comparado a maio, calculado em 1,208 milhão. A pesquisa estimou em 2,223 milhões o número de pessoas de 10 anos ou mais de idade e que compõem a População em Idade Ativa (PIA). Destas, 60,2% eram economicamente ativas (PEA) e 39,8% eram não-economicamente ativas (PNEA).

Atividade

A população economicamente ativa teve pequeno decréscimo (0,5%), baixando de 1,345 milhão em maio para 1,338 milhão em junho. Já a taxa de atividade (relação entre as pessoas economicamente ativas e as pessoas em idade ativa) manteve-se constante, passando de 60,3% em maio para 60,2% em junho. O número de pessoas não-economicamente ativas foi estimado em 885 mil, praticamente estável em relação a maio (-0,1%).

Do total de pessoas ocupadas, 73,7% eram empregados, 19,5% trabalhavam por conta própria e 5,9% eram empregadores. Entre os empregados, 48,5% tinham carteira de trabalho assinada e 16,5% não. No setor privado, tanto o número de empregados com registro quanto o de empregados não registrados mantiveram-se praticamente estável. As variações foram de -0,2% e 0,8%.

Grupos

Considerando os grupamentos de atividade, os que tiveram crescimento no número de pessoas ocupadas foram os de intermediação financeira e atividades imobiliárias, aluguéis e serviços prestados às empresas (5,0%), construção civil (4,5%), e administração pública, defesa, seguro social, educação, saúde e serviços sociais (2,1%).

Os grupamentos que apresentaram queda foram o comércio, reparação de veículos automotivos e de objetos pessoais e domésticos e comércio varejista de combustíveis (5,9%), serviços domésticos (1,2%), outros serviços (1,0%) e outras atividades (23,5%). A indústria extrativa e de transformação e a de produção e distribuição de eletricidade, gás e água também apresentaram pequeno acréscimo no número de pessoas ocupadas (0,4%).

Rendimento

O rendimento médio real habitualmente recebido pelas pessoas ocupadas em junho foi de R$ 801,10, valor 1,3% inferior ao de maio (R$ 811,41). Já o rendimento médio habitualmente recebido pelos empregados do setor privado com carteira assinada não sofreu alteração e os não-registrados tiveram redução de 14,4%. Os trabalhadores autônomos tiveram aumento de 2,7%.

O rendimento médio efetivamente recebido pelas pessoas ocupadas foi de R$ 762,64 (3,18 salários mínimos), valor 2,6% inferior ao de abril (R$ 782,81). Os empregados no setor privado com registro em carteira e os trabalhadores autônomos mantiveram seus rendimentos médios enquanto os empregados sem registro tiveram redução de 15,4% em seus salários médios, quando comparados aos rendimentos de abril.