A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta terça-feira, durante discurso na abertura da XIV Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, que toda a experiência pela qual o País passou nos últimos anos no que diz respeito ao crescimento “é irreversível”.

“Reafirmo o compromisso com o crescimento sustentável do Brasil. Vamos garantir crescimento em ritmo elevado, manter a inflação sob controle”, disse a presidente Dilma, garantindo a continuidade de investimentos para superar limitações na estrutura produtiva e social.

A presidente enfatizou que “o governo está atento a todas as pressões inflacionárias”. “O Banco Central e a Fazenda estão trabalhando para o retorno da inflação ao centro da meta no menor prazo possível”, disse.

A presidente lembrou que, no médio e longo prazo, no entanto, a estabilidade da inflação requer investimentos e aumento da capacidade produtiva do País. Segundo ela, o Brasil já amadureceu para controlar a inflação e continuar crescendo.

“É possível controlar a inflação e continuar crescendo”, enfatizou, lembrando que o País já tem reconhecimento internacional e de agentes financeiros. A presidente lembrou que a missão do seu governo é remover obstáculos e enfrentar desequilíbrios com propostas específicas. Segundo ela, é preciso responder aos desafios que possam ajudar a transformar o Brasil em um país mais justo e próspero.

Pré-sal

A presidente Dilma pediu o apoio dos gestores municipais para a construção de uma proposta conjunta que garanta a distribuição, de forma equânime, dos recursos da exploração de petróleo da camada pré-sal.

Dilma foi ovacionada ao admitir que o projeto do Executivo de criação de um fundo social, que visa a distribuir de forma equânime os recursos da riqueza, pode ser aprimorado.

Mas ela ressaltou que essa partilha implica uma “grande responsabilidade”, porque é preciso debater como usar da melhor maneira as reservas de petróleo, porque elas não são eternas. “Precisam ser tratadas como poupança para futuras gerações, é o nosso passaporte para futuro”, afirmou.

O presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, exortou os mais de 4 mil prefeitos participantes do evento a pressionarem amanhã os deputados e senadores a derrubarem o veto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à chamada “emenda Ibsen Pinheiro”, que mudou as regras de distribuição dos royalties. Lula vetou o dispositivo a pedido do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, já que o Estado é o maior beneficiário dos recursos.