Brasília – A taxa de juros do cobrada pelos bancos no cheque especial de pessoas físicas ficou em 140,9% ao ano. Embora tenha se mantido na média dos últimos meses, a taxa foi considerada "proibitiva" pelo chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes.

Em entrevista na qual detalhou o relatório sobre política monetária e operações de crédito do sistema financeiro do mês de abril, Lopes disse que, por causa da elevada taxa de juros, as pessoas têm procurado outras modalidades de crédito, como o consignado.

"Trata-se de uma modalidade que não tem crescimento muito forte no seu uso, porque  tem uma taxa que  eu diria que é  proibitiva:  140,9% para o tomador final é muito elevada",  afirmou Lopes. Segundo ele, a taxa de juros do cheque especial já foi muito mais elevada no passado, mas ainda é muito alta hoje.

A taxa praticada nas atividades de crédito consignado (com desconto em folha) alcançou em abril a taxa de 32,2% ao ano, a mais baixca desde que essa modalidade de empréstimo foi criada em 2004.