O mercado doméstico de câmbio tem uma importante tarefa a cumprir esta terça-feira: ratificar ou não o rompimento da marca de R$ 1,90 para o dólar. Na segunda, depois de vários pregões em que a moeda norte-americana testou esse piso informal sem conseguir abandoná-lo, o fechamento ficou em R$ 1,898, seguindo o comportamento favorável dos ativos externos.

Mas isso ocorreu num dia de feriado em São Paulo, com um volume de negócios que rondou 10% do habitual. Hoje todos os players estarão a postos. O rumo das transações, mais uma vez, deve ser dado pelo ambiente internacional e pelo fluxo de recursos. O primeiro negócio fechado esta manhã no pregão da Bolsa de Mercadorias & Futuros teve o dólar à vista cotado a R$ 1,904. Às 9h20, a moeda valia R$ 1,905, alta de 0,13%.

No exterior, o dia amanhece negativo. Além das notícias desfavoráveis que surgem em meio à temporada de balanços – hoje houve um alerta de resultado da blue chip Home Depot – os investidores mostram cautela em relação à agenda dos EUA onde o destaque é o pronunciamento do presidente do Federal Reserve (banco central americano), Ben Bernanke. Às 14 horas (de Brasília), ele fala sobre inflação em conferência no National Bureau of Economic Research em Cambridge.

O mercado também deve prestar atenção ao presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, que fará palestra, a partir das 13 horas, em evento da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). No mercado ainda são grandes os comentários e as dúvidas a respeito da meta inflacionária de 2009.