A taxa de câmbio abriu em alta de 0,16% no pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), com o dólar cotado a R$ 1 927 nos contratos de liquidação à vista. Depois de operarem num clima próximo à euforia ontem, os principais mercados acionários do mundo mostram disposição para ajustar os preços em baixa na manhã desta quarta-feira. Afinal, o otimismo de ontem foi embasado na aposta de que o Federal Reserve (Fed, banco central americano) cortará o juro em intensidade maior do que esperado inicialmente e não em sinais concretos de resolução do atual ambiente de crise.

Como afirmavam os especialistas ontem, o fôlego para valorização dos ativos, por enquanto, continua sendo pontual e a incerteza e a volatilidade ainda são as marcas mais perenes dos negócios financeiros.

Seguindo o ambiente internacional, como vem ocorrendo há semanas o dólar inicia o dia cotado em leve alta e tende a oscilar de acordo com o comportamento das bolsas dos EUA. Até porque há notícias desfavoráveis hoje, como a renúncia do primeiro-ministro japonês e as declarações do secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, de que a atual turbulência do mercado financeiro pode durar algum tempo.

O contraponto pode ser dado pelos exportadores, se eles voltarem a atuar fortemente, como ocorreu em alguns dos pregões recentes. Mas isso tenderia a acontecer a meados da manhã e não na abertura. Por outro lado, os importadores, se tiverem que atuar, devem fazê-lo de início, antes que as cotações possam ganhar fôlego de alta.