O mercado vai ou não sustentar o piso informal de R$ 1,90? Essa é a resposta que deve ser dada hoje pelas mesas de operações. E a avaliação de especialistas é de que, apesar do consenso sobre a tendência de queda do dólar, os investidores consideram o atual nível das cotações baixo. Isso criou um sentimento de que o rompimento da marca de R$ 1,90 só ocorrerá em dia de bom humor internacional somado a um fluxo de recursos amplamente favorável. Ainda assim, se o Banco Central não atuar, coisa que a maioria ainda não descartou, embora alguns afirmem que a posição da autoridade monetária mudou depois do governo optar por compensar a valorização do real com medidas de desoneração a setores exportadores.

O fato é que o Banco Central manteve-se ao largo das mesas de operações de câmbio, ontem, restringindo sua participação nos negócios ao habitual leilão de compra no mercado à vista. Ainda assim, o mercado testou o piso informal de R$ 1,90, chegando a registrar um negócio a R$ 1,899, mas não conseguiu sustentar esse rompimento. Alguns operadores afirmam que a junção de uma ligeira piora externa, presença significativa de importadores e expectativa de atuação do BC segurou a marca.

Nos últimos dias, as entradas de dólares no mercado doméstico não têm sido significativas, segundo operadores. Pelo menos pelo segmento comercial. E não se espera nada diferente para esta manhã. O primeiro negócio fechado hoje no pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros teve o dólar à vista cotado a R$ 1,9115, alta de 0,34% em relação ao final da segunda-feira.